Ryanair passa a divulgar dados sobre emissões de CO2 todos os meses

05-06-2019 (14h56)

Foto: Ryanair
Foto: Ryanair

A Ryanair anunciou que é desde hoje a primeira companhia de aviação a divulgar mensalmente as estatísticas de emissões de dióxido de carbono (CO2), evidenciando assim o seu compromisso com a preservação ambiental.

“A Ryanair publicará as suas emissões mensais de CO2 para demonstrar o seu compromisso ambiental e insta todas as outras companhias aéreas da União Europeia a fazer o mesmo”, sublinha um comunicado da low cost que em Portugal voa para os aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Ponta Delgada e Terceira.

Em Maio, as emissões de CO2 do Grupo Ryanair, incluindo os voos da companhia aérea Lauda, atingiram uma média de 66g por passageiro quilómetro (RPK, do inglês).

O grupo transportou nesse mês 14,1 milhões de passageiros em 17.529 milhões de quilómetros voados, atingindo um total de 1.157 kt de emissões de CO2.

A Ryanair garante no comunicado que é a transportadora aérea europeia com a média anual mais baixa de emissões de CO2 por passageiro/quilómetro, com uma média anual de 67g por RPK, “substancialmente abaixo dos seus concorrentes europeus”.

Até 2030, a Ryanair quer reduzir as emissões até uma média de 60g por passageiro/quilómetro.

Nos últimos dez anos, a transportadora indica que baixou em 18% a média das emissões de CO2, de 82g para 67g por ano, enquanto os seus concorrentes como “a Lufthansa, BA e AF-KLM geram mais de 120g por passageiro quilómetro”, mas a comparação não leva em conta que se trata de grupos com grande utilização de aviões widebody, enquanto a Ryanair tem apenas narrowbody.

Para atingir as suas metas, a Ryanair tem programado um investimento de mais de 20 mil milhões de dólares (17,8 mil milhões de euros) em 210 novos aviões Boeing 737.

Estes aviões, segundo a low cost, têm capacidade para transportar mais 4% de passageiros, reduzir o consumo de combustível em 16% e baixar as emissões de ruído em 40%.

A Ryanair, que apresenta o B737 MAX como um modelo “gamechanger”, prevê receber os 210 aviões entre este ano e 2024.

Os voos comerciais em aviões B737 MAX estão actualmente suspensos em vários países, depois de dois acidentes fatais nas companhias aéreas Lion Air e Ethiopian Airlines.

 

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