“Regresso” dos operadores turísticos europeus prosseguiu em 2018

21-01-2019 (18h16)

Os operadores turísticos europeus atingiram 55,5 mil milhões de euros de reservas brutas em 2018, com um aumento em 4%, de acordo com a consultora Phocuswright, que conclui que o segmento dos operadores turísticos europeus continuou o seu “regresso” no ano passado.

A informação divulgada pela consultora especializada em turismo diz que devido ao custo relativamente alto e à complexidade dos pacotes de férias os operadores são ‘empurrados’ para as reservas offline, tendo a mais fraca penetração online de todos os segmentos na Europa.

Porém, acrescenta, os canais online estão a ganhar “tracção” na medida em que os operadores turísticos crescentemente se focam em melhorar e promover as suas plataformas digitais.

A previsão da Phocuswright é, assim, que em 2022 a penetração do online atinja os 37%.

A consultora afirma que os operadores turísticos tradicionais enfrentam concorrência crescente em várias frentes, especificando que as OTAs (do inglês para agências de viagens online) continuam a melhorar as suas plataformas de pacotes dinâmicos, permitindo aos clientes ‘montar’ os seus pacotes de férias.

A Phocuswright assinala ainda que os operadores enfrentam também concorrência cresce por parte de fornecedores, “especialmente hotéis e companhias aéreas”, que estão a ampliar as suas estratégias de operação turística, apontando como exemplo o recente anúncio pela easyJet de quer tornar a sua easyJet Holidays numa grande empresa pan-europeia.

A informação, porém, nada refere sobre a recente ‘capitulação’ da Ryanair Holidays (para ler mais clique: Ryanair volta a capitular na tentativa de concorrer com agências de viagens na venda de pacotes turísticos).

A informação da Phocuswright diz que é em parte por estes desafios que o ‘panorama’ da operação turística na Europa está em transformação, citando os exemplos do colapso da Monarch Holidays no Reino Unido em 2017 e, em França, a integração da Vacances Transat na TUI, a aquisição da Voyages FRAM pela Karavel-Promovacances e o desaparecimento da Kuoni France, bem como, em Itália, em Abril 2018, a aquisição da Eden Viaggi pela Alpitour, que assim reforçou a liderança do mercado, atingindo uma quota de cerca de 25%.

A Phocuswright declara que, no entanto, prevê que o sector da operação turística europeu mantenha o ritmo de crescimento de 2018 “por vários anos, à medida que o sector estabiliza”.

 

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