Turistas dos Estados Unidos despenderam em Portugal mais quase cem milhões de euros

22-08-2019 (15h25)

Os residentes nos Estados Unidos foram os turistas que mais aumentaram os gastos em Portugal no primeiro semestre, com uma subida de quase cem milhões de euros (98,97 milhões, de acordo com dados Banco de Portugal), que foi a maior e também a mais forte do período, atingindo 26,1%.

A aposta da TAP no mercado norte-americano, com a introdução de novas rotas, e, simultaneamente, o reforço da presença das maiores companhias de aviação norte-americanas e do mundo, como a American, a Delta e a United, estão a propiciar um forte incremento do interesse por Portugal, que também é evidente na hotelaria (clique para ler: EUA subiram em Junho a maior mercado fora da Europa para a hotelaria portuguesa), mas que não está a ser recíproco (clique para ler: Espanha e Reino Unido reforçam atracção de gastos turísticos dos portugueses).

Os dados recolhidos pelo PressTUR apontaram Espanha como o segundo mercado emissor com maior aumento de gastos turísticos em Portugal, com mais 87,65 milhões (+10,4%, para 930,88 milhões), seguida pelo Reino Unido, com mais 60,14 milhões (+5,1%, para 1.244,58 milhões), que se mantém o maior emissor.

O terceiro maior aumento de gastos turísticos em Portugal foi de mais um emissor de longo curso, o Brasil, com mais 40,83 milhões (+12,8%, para 358,67 milhões), reflectindo, além do incremento da oferta de voos da TAP na rota de São Paulo, também uma maior aposta de companhias brasileiras nas ligações com Portugal, designadamente da Azul e da LATAM Brasil (antiga TAM).

O aumento de gastos dos residentes no Brasil foi assim superior à subida por parte dos residentes em Itália (mais 28,69 milhões), na Irlanda (mais 15,6 milhões), na Bélgica (mais 10,26 milhões), França (mais 6,92 milhões), que ainda assim se mantém o segundo principal, com 1.049,87 milhões, Luxemburgo, com mais 4,08 milhões, e Holanda, com mais 2,02 milhões.

Em sentido inverso, ou seja, com queda de gastos em Portugal, estiveram os turistas residentes na Suíça, com uma descida de 0,93 milhões de euros, na Alemanha, com menos 8,96 milhões, e Angola, com uma descida de 18,63 milhões.

Assim, Reino Unido e França mantiveram-se os maiores emissores para Portugal em gastos turísticos dos seus residentes, e são os únicos a ultrapassar os mil milhões, respectivamente com 1.244,58 milhões e com 1.049,87 milhões, no primeiro caso com uma subida em 5,1% e no segundo com uma quase estagnação (+0,7%).

O terceiro emissor é Espanha, com 930,88 milhões, que é um dos quatro mercados com aumentos a dois dígitos, em 10,4%, juntamente com os EUA, com +26,1%, para 478,27 milhões, Brasil, com +12,8%, para 358,67 milhões, e Itália, com +18,5%, para 183,79 milhões.

A seguir a Espanha e à frente de Itália, em valor dos gastos em Portugal dos seus residentes, estiveram no semestre a Alemanha, Estados Unidos e Brasil, à frente da Holanda, com 287,2 milhões de euros, Irlanda, com 205,03 milhões, e Bélgica, com 198,17 milhões.

O grupo dos emissores com dados divulgados pelo banco central português inclui ainda, a seguir a Itália, a Suíça, com 163,95 milhões de euros, Angola, com 123,63 milhões, e Luxemburgo, com 91,53 milhões.

A informação do banco centra mostra uma maior preponderância dos emissores europeus, cujos residentes foram responsáveis por 78,5% dos gastos de turistas estrangeiros em Portugal no primeiro semestre, ainda assim -1,8 pontos que na primeira metade de 2018, com o montante de 5.766,36 milhões de euros, em alta de 4,1% ou 227,66 milhões.

Esse aumento reflecte principalmente uma subida em 4,3% ou 223,59 milhões de euros dos gastos de residentes em países da União Europeia, que se elevaram a 5.454,57 milhões de euros, representando 74,2% do total de receitas turísticas portuguesas no primeiro semestre.

Já os residentes no continente americano aumentaram os gastos em Portugal em 18,8% ou 170,24 milhões de euros, para 1.074,47 milhões, subindo a sua participação no total em 1,5 pontos, para 14,6%, nomeadamente pelo aumento dos gastos dos residentes nos Estados Unidos e no Brasil.

Igualmente em alta esteve no primeiro semestre a ‘fatia' de gastos de turistas residentes na Ásia, que passou de 2,7%, para 3,2%, com um aumento da despesa em 26,4% ou 48,89 milhões, para 233,8 milhões.

Já a parcela de gastos de residentes em África ‘encolheu' 0,2 pontos, para 2,9%, resultante de uma quebra dos seus gastos em 1,3% ou 2,77 milhões de euros, para 211,17 milhões, principalmente pela queda de gastos de residentes nos PALOPS em 5,4% ou 9,75 milhões, para 170,72 milhões, que, por sua vez, reflecte a queda de gastos dos residentes em Angola.

 

Clique para ler:

Espanha e Reino Unido reforçam atracção de gastos turísticos dos portugueses

Gasto dos portugueses em turismo no estrangeiro atinge recorde de 2,5 mil milhões de euros no primeiro semestre

Aviação estrangeira ganha mercado em Portugal no primeiro semestre

 

Clique para mais notícias: Balança portuguesa das Viagens e Turismo

Clique para mais notícias: Portugal

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