TUI Portugal teve “crescimento significativo” e foi excepção nos destinos mediterrânicos

09-11-2006 (10h11)

No terceiro trimestre

A TUI Portugal, subsidiária do maior grupo europeu de turismo dedicada ao incoming, teve um “aumento significativo do número de clientes, em particular dos mercados emissores da Europa Ocidental [França, Holanda e Bélgica]”, no terceiro trimestre — lê-se na informação divulgada hoje pela TUI AG sobre a actividade neste período, a qual indica que a empresa portuguesa foi excepção.

De facto, a TUI Portugal é a única das subsidiárias da área mediterrânica em que o grupo indica ter tido crescimento do número de clientes nas suas agências de incoming e a evolução no terceiro trimestre está em linha com as indicações que o grupo já tinha dado anteriormente, relativas ao primeiro e segundo trimestres, nos quais também comunicara crescimentos (ver: “TUI Portugal teve aumento do número de clientes” e também as declarações do CEO do Grupo na sua recente visita a Portugal, em Micahel Frenzel).
Para os destinos da área mediterrânica ocidental, o relatório refere que a situação em Portugal contratou com uma “queda ligeira” da TUI Espanha em todos os destinos.
Para os destinos da mediterrânica oriental, o relatório indica que se verificaram quebras na Turquia, pelo impacto dos atentados terroristas em Agosto, na Grécia e na Tunísia.
O relatório sobre o terceiro trimestre refere que também nos destinos de longo curso se verificaram evoluções diferenciadas, exemplificando com as evoluções na República Dominicana, onde o número de clientes caiu, e no México, onde tem um aumento.
A TUI Portugal está integrada na divisão Destinations do TUI, que agrupa agências de incoming e companhias hoteleiras, a qual teve uma teve um aumento do volume de negócios em 5,2% no terceiro trimestre, para 206,8 milhões de euros, com uma ligeira melhoria dos resultados antes de juros, impostos e amortizações (EBITDA), em um milhão para 112 milhões de euros.
Para os nove meses de Janeiro a Setembro, a divisão apresenta um aumento do volume de negócios em 9,4%, para 445,2 milhões de euros, mas com uma queda do EBITA em 13,3%, para 156 milhões.
Esta queda é explicada pelo grupo com o “elevado nível de resultados” atingido no período homólogo de 2005, no qual beneficiou da consolidação pela primeira vez do Toufag Group, que reúne três Robinson Clubs em Espanha, bem como por uma queda nas reservas para Turquia e Egipto.
O relatório acrescenta que a contribuição das agências de incoming para o EBITA da divisão igualou o nível de 2005, sem especificar, da mesma forma que para as companhias hoteleiras apenas refere que “o significativo aumento” da contribuição do RIU Group “compensou a deterioração do desempenho do Magic Life Group”.
O documento refere que no terceiro trimestre as companhias do segmento Hotels & Resorts conseguiram manter elevados níveis de ocupação.
Nos RIU em destinos de médio curso, principalmente nas Baleares e Canárias, as unidades “reduziram ligeiramente” a capacidade, enquanto os de longo curso foram penalizados por receios associados á eclosão de furacões, mas ainda assim conseguiram “boas taxas de ocupação”.
A informação refere ainda que os Robinson Clubs mantiveram os níveis de ocupação do ano transacto, com as quedas na Turquia a serem compensadas por aumentos noutras regiões.
O mesmo quadro é indicado para os Magic Life, que, indica o grupo, mantiveram os níveis de ocupação de 2005, por reduções de capacidade, pelas “difíceis condições” na Turquia e Egipto.
O relatório refere ainda que as unidades Iberotel conseguiram uma ligeira melhoria da ocupação com aumento de capacidade, e que as Grecotel e Grupotel registaram “fortes” aumentos de reservas no terceiro trimestre.
Na apresentação dos resultados aos analistas, o grupo indicou que as suas unidades hoteleiras disponibilizaram 8,1 milhões de quartos no terceiro trimestre (8,0 milhões no período homólogo de 2005) e atingiram uma taxa de ocupação de 90,9%, mais 0,3 p.p. que no ano passado.

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