Só Porto, Lisboa e Alentejo estão a escapar à ‘viragem’ da tendência do turismo internacional

17-09-2018 (15h48)

Turistas dos Estados Unidos foram os que mais aumentaram as dormidas em Julho

A hotelaria portuguesa viu agravar-se em Julho o balanço negativo das dormidas de turistas estrangeiros, ao qual apenas estão a escapar as regiões Porto e Norte, Área Metropolitana de Lisboa e Alentejo, que continuam a manter crescimento.

Os dados publicados hoje pelo INE mostram que a quebra média das dormidas de turistas residentes no estrangeiro agravou-se de 0,7% no primeiro semestre para 1,6% depois do mês de Julho, em que se registou uma quebra em 4,5%, à qual apenas escaparam as regiões Porto e Norte e Alentejo.

Em Julho, segundo o INE, os estabelecimentos de alojamento turístico portugueses tiveram 4,669 milhões de dormidas de 1,343 milhões de turistas residentes no estrangeiro, menos 221,6 mil dormidas de menos 27,6 mil turistas que no mês homólogo de 2017.

Em número de hóspedes, as quebras mais importantes foram de turistas residentes no Reino Unido, que foram menos 15,8 mil (-6,8%, para 217,2 mil), na Alemanha, com menos 14,7 mil (-10,3%, para 14,7 mil), na Polónia, com menos 7,6 mil (-21,2%, para 28,3 mil), nos Países Baixos, com menos 5,5 mil (-9,3%, para 53,2 mil), e França, com menos três mil (-2,1%, para 143,3 mil).

Em dormidas, reflectindo também as flutuações nas estadas médias, as maiores quebras foram nas pernoitas de residentes no Reino Unido, com menos 130,4 mil (-11,7%, para 983,7 mil), Países Baixos, com mens 43 mil (-15,1%, para 241,4 mil), Polónia, com menos 33,8 mil (-21,7%, para 122,1 mil), Espanha, com menos 32,5 mil (-5,9%, para 380,7 mil), e Itália, com menos 28,2 mil (-18,5%, para 124,3 mil).

Mas os dados do INE mostram é que a hotelaria portuguesa, depois de Julho, só tem aumentos de dormidas de residentes em Portugal (+3,3% ou mais 286,3 mil, para 8,859 milhões), no Brasil (+11,5% ou mais 133,4 mil, para 1,297 milhões), Estados Unidos, com mais 187 mil (+22%, para 1,038 milhões), Irlanda (+0,7% ou mais seis mil, para 902,4 mil), Suécia (+3,1% ou mais 11,6 mil, para 386,4 mil), Canadá (+18,7% ou mais 68,4 mil, para 334,2 mil), e do conjunto dos outros emissores não especificados (+4,1% ou mais 124,7 mil, para 3,15 milhões).

Por destinos em Portugal, os dados do INE mostram que ‘escaparam’ à quebra dos mercados internacionais as regiões Porto e Norte, que está com um aumento em 7,1% (mais 166,2 mil, para 2,5 milhões), Lisboa, com +1,8% (mais 115,9 mil, para 6,43 milhões), e Alentejo, com +13% (mais 43,3 mil, para 376,7 mil).

Mesmo incluindo as dormidas de residentes em Portugal, que só não aumentaram na Madeira (-6,7% ou menos quase 28 mil, para 415,2 mil), só Porto e Norte, Lisboa e Alentejo estão com aumentos das pernoitas totais, respectivamente com +5,3% ou mais 217,3 mil, para 4,286 milhões, +1,7% ou mais 139,4 mil, para 8,23 milhões, e +5% ou mais 47,2 mil, para 987,7 mil.

O Algarve é a região que tem a maior quebra, com menos 251,1 mil pernoitas que nos primeiros sete meses de 2017 (-2,3%, para 10,46 milhões), seguida pela Madeira, com menos 169,4 mil (-3,9%, para 4,166 milhões), Centro, com menos 61 mil (-2%, para 2,93 milhões), e Açores, com menos 4,4 mil (-0,4%, para 1,019 milhões.

Os residentes em Portugal, no entanto, aumentaram as suas pernoitas sobretudo na hotelaria do Algarve, tendo feito mais 134,8 mil dormidas (+6,6%, para 2,18 milhões), seguindo-se mais 79,7 mil no Centro (+5,2%, para 1,6 milhões), mais 51 mil no Porto e Norte (+2,9%, para 1,78 milhões), mais 23,5 mil na Área Metropolitana de Lisboa (+1,3%, para 1,799 milhões), mais 23,1 mil nos Açores (+5,3%, para 460,5 mil) e mais 3,9 mil no Alentejo (+0,6%, para 611 mil).

 

Para ler mais clique:

“Dormidas de não residentes continuaram em decréscimo”, INE

 

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