Porto, Portimão e Ponta Delgada lideram crescimento do turismo no primeiro trimestre

15-05-2019 (16h38)

O Porto, com mais 33,8 mil dormidas, Portimão, com 24,5 mil, e Ponta Delgada, com mais 21,6 mil, foram os municípios com maiores aumentos de pernoitas no alojamento turístico no primeiro trimestre, que este ano compara desfavoravelmente com o período homólogo de 2018 por não incluir o período de férias da Páscoa.

Os dados publicados hoje pelo INE mostram que no pólo oposto, com as maiores quedas, estiveram Albufeira, tradicionalmente segundo município com mais pernoitas, depois de Lisboa, que teve um decréscimo de 22,3 mil, Funchal, 3º município com mais dormidas, que teve menos 20,4 mil, Santa Cruz, com menos 22 mil, Cascais, com menos 16,9 mil, e Lagos, com menos 16,8 mil.

Lisboa, de acordo com os dados do Instituto, manteve-se o município com mais dormidas no alojamento turístico, com 2,66 milhões, representando 24,7% do total de pernoitas no primeiro trimestre, incluindo 14,8% das dormidas de residentes em Portugal, com um total de 487,2 mil, e 29,1% das dormidas de não residentes, com um total de 2,17 milhões.

A capital, de acordo com os mesmos dados, teve um aumento de dormidas no alojamento turístico em 0,5% ou 12,2 mil, suportado pelo aumento em 1,7% ou 36,6 mil pernoitas de turistas não residentes, que mais do que compensou uma queda das dormidas de residentes, as quais foram -4,8% ou menos 24,3 mil que há um ano.

Albufeira, tradicionalmente segundo município com mais dormidas no alojamento turístico, mas terceiro no trimestre, época baixa do Sol e Praia, com 931,7 mil pernoitas, ficou assim abaixo do período homólogo de 2018 em 2,3% ou 22,3 mil, com quebras de 1,9% ou 2,5 mil pernoitas de residentes, para 131,4 mil, e de 2,4% ou 19,7 mil pernoitas de não residentes, para 800,2 mil.

O segundo município com mais dormidas no trimestre foi o Funchal, apesar de um decréscimo em 1,7% ou 20,4 mil, para 1,15 milhões, provocado pela quebra das pernoitas de não residentes em 2,5% ou 26,7 mil, para 1,05 milhões, apenas parcialmente compensada por um crescimento do mercado dos residentes em 6,4% ou 6,3 mil pernoitas, para 104,3 mil.

O Porto, que foi o município com maior aumento de dormidas no trimestre, com mais 33,8 mil (+4,6%, para 764,2 mil), registou esse crescimento principalmente nos mercados internacionais, traduzido num aumento de 28,1 mil pernoitas de não residentes (+5,1%, para 581,1 mil), embora também o mercado doméstico tenha crescido, com um aumento das pernoitas de residentes em 3,3% ou 5,8 mil, para 183,1 mil.

Os municípios que, apesar da ‘falta da Páscoa’, apresentaram crescimentos relativos mais fortes foram Portimão, com uma subida em 11%, totalizando 247,5 mil pernoitas, Lagos, com +10,7%, para 119,9 mil, Ponta Delgada, com +14,6%, para 169,1 mil, Sintra, com +11%, para 108,5 mil, e Faro, com +18,7%, para 93,9 mil.

Em Portimão o aumento de pernoitas reflectiu uma subida de 27,9% das dormidas residentes, para 50,5 mil, e um aumento das pernoitas de não residentes, para 197 mil.

Em Lagos, o aumento foi exclusivamente pela subida das pernoitas de não residentes, que tiveram um aumento em 15,6%, para 103,1 mil, enquanto as pernoitas de residentes caíram 12,2%, para 16,7 mil.

Ponta Delgada teve o crescimento do alojamento turístico assente principalmente no mercado doméstico, com um aumento de pernoitas de residentes em 21,1%, para 13,4 mil, mas as dormidas de residentes também subiram, tendo um aumento em 4,7%, para 61,4 mil.

Em Sintra, o aumento de dormidas foi também impulsionado pelo mercado doméstico, com as dormidas de residentes a aumentarem 21,1%, para 57,7 mil, enquanto as pernoitas de não residentes subiram apenas 1,4%, para 50,8 mil.

Em Faro, pelo contrário, o aumento de dormidas foi sobretudo do mercado dos não residentes, com uma subida em 27,4%, para 69,7 mil, mais que compensando a ligeira quebra das pernoitas de residentes em 0,9%, para 24,2 mil.

 

Para ler mais clique:

Hotéis de 5-estrelas e alojamento local resistem a calendário desfavorável do primeiro trimestre

Espanha e Alemanha provocam estagnação em baixa das dormidas de estrangeiros em 1º trimestre sem Páscoa

 

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