Obras do Palácio Nacional da Ajuda devem ficar concluídas em 2020

16-03-2018 (16h08)

As obras do Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, para acolher um museu com jóias da coroa portuguesa começaram em Fevereiro e deverão terminar em 2020, com um orçamento que subiu para 21 milhões.

O anúncio foi feito pelo ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, e pelo presidente da câmara de Lisboa, Fernando Medina, numa conferência de imprensa que incluiu uma visita ao estaleiro de obras.

A construção do Palácio Nacional da Ajuda estava incompleta há mais de 200 anos - a primeira pedra foi colocada em 1795 -, sendo agora concluída a fachada poente do edifício com um projecto "de desenho e expressão contemporânea" assinado pelo arquiteto João Carlos Santos.

É nessa ala poente que ficará instalada a Exposição Permanente do Tesouro Real, com milhares de exemplares das joias da coroa e tesouros da ourivesaria da Casa Real, num espaço expositivo que será uma caixa forte com apertadas medidas de controlo e de segurança.

O actual projecto de conclusão do palácio já tinha sido revelado em Setembro de 2016 e na altura o orçamento rondava os 15 milhões de euros, subindo agora para os 21 milhões de euros. A conclusão estava prevista para Dezembro deste ano, mas foi agora adiada para o primeiro trimestre de 2020.

Dos 21 milhões de euros estimados para a obra, quatro milhões de euros serão suportados pelo Ministério da Cultura e cinco milhões de euros pela Associação Turismo de Lisboa.

Os restantes 12 milhões de euros sairão do Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa, ou seja, com verbas provenientes da cobrança da taxa turística em Lisboa. É a primeira vez que essa taxa é aplicada na área da cultura e do património.

Com um projecto museográfico do ‘designer’ Francisco Providência, o museu terá um percurso que serpenteia dentro da caixa forte, exibindo, por exemplo, 900 exemplares de joalharia real, 830 de jóias do quotidiano, pratas utilitárias e decorativas, peças de ordens e condecorações, documentação e iconografia.

Questionado pela Agência Lusa, o arquitecto João Carlos Santos disse que a expectativa é que o museu acolha 250 mil visitantes por ano. Por razões de segurança e limitações do percurso expositivo, só deverá permanecer na caixa forte cerca de uma centena de pessoas.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

Clique para mais ver mais: Portugal

Share
Tweet
+1
Share
Comentários
Escrever comentário

Outras Notícias

Empreendimentos turísticos de Monchique reabrem após grande incêndio

14-08-2018 (18h46)

O Macdonald Monchique Resort & Spa, em Caldas de Monchique, Algarve, vai reabrir na quinta-feira, depois de ter encerrado devido ao incêndio que durante uma semana atingiu a serra de Monchique.

Governo dos Açores considera “prematuro” falar da proposta de compra da Azores Airlines

14-08-2018 (18h21)

A secretária regional dos Transportes e Obras Públicas dos Açores afirmou ontem ser “absolutamente prematuro” pronunciar-se sobre o processo de alienação de 49% do capital da Azores Airlines, uma vez que a proposta apresentada se encontra em análise.

CVC agrega mais uma participada b2b com a compra do consolidador Esferatur

14-08-2018 (16h26)

A brasileira CVC, maior grupo latino americano de organização e comercialização de viagens, anunciou hoje um reforço do seu portefólio de produtos e serviços para o mercado profissional através da aquisição da Esferatur, classificada como um dos maiores consolidadores do mercado brasileiro, com vendas de bilhetes de avião na ordem de 1,8 mil milhões de reais (cerca de 407 milhões de euros).

Apesar da ocupação a cair, subida de preços da hotelaria portuguesa até acelera em Junho

13-08-2018 (17h46)

Os clientes da hotelaria portuguesa pagaram em média este mês de Junho +11% por dormida, ainda que os dados do INE indiquem uma queda da ocupação, tendência que o sector tende normalmente a travar com descidas de preços para estimular a procura.

Hotelaria portuguesa perde 225,7 mil dormidas de estrangeiros em Junho e acaba semestre com menos 132,3 mil

13-08-2018 (16h00)

A hotelaria portuguesa, que estava a viver um ciclo de crescimentos acentuados sustentado pela procura internacional, acabou o primeiro semestre deste ano com queda do número de pernoitas de turistas estrangeiros, em grande medida pela dimensão da quebra em Junho, primeiro mês da época alta, no qual teve menos 225,7 mil (-5,1%) pernoitas de residentes no estrangeiro.