“Nada pode objectar a que o nosso Portela+1 exista rápido. Não pode ser em 2022”, presidente da CTP

26-11-2017 (22h48)

Foto de Nuno Carvalho, Click and Play, distribuída pela APAVT
Foto de Nuno Carvalho, Click and Play, distribuída pela APAVT

A urgência do aumento da capacidade aeroportuária de/para Lisboa foi a questão que mereceu a maior ênfase por parte do presidente da Confederação do Turismo Português (CTP), Francisco Calheiros, que, ao dirigir-se ao Congresso da APAVT, que “é sempre o grande congresso do turismo”, preconizou seja encarada como “desígnio nacional”.

Francisco Calheiros, que receberia uma salva de palmas quando considerou que uma boa notícia para 2018 é que Pedro Costa Ferreira se recandidata à presidência da APAVT, enfatizou que é “sensível” a questões que têm sido levantadas, sejam ambientais, camarárias, Força Aérea, ou outras, “mas [que] nada pode objectar a que o nosso Portela+1 exista rápido. Não pode ser em 2022”.

E para agravar, Francisco Calheiros deixou a suspeita de que afinal nem essa data, que não satisfaz, “se calhar” não será cumprida.

O presidente da CTP optou por fazer uma intervenção ‘macro’ em que elencou os temas que as confederações patronais têm divergido do Governo, “e começamos logo com o Orçamento de Estado” em que considera “que se perdeu mais uma oportunidade de se fazerem importantes reformas”.

Para o presidente da CTP, um dos erros do OE é ir contra o princípio de que “só se pode distribuir aquilo que se tem”.

“Não tendo nada contra pensionistas nem contra as famílias, só em IRS, pensões e descongelamento de carreiras estamos a falar de um aumento de despesa de mais de um bilião de euros, ou seja mil milhões de euros... e para 2019 1.500 milhões de euros”, realçou.

Francisco Calheiros argumentou ainda que o OE não tem “praticamente nada” em termos de reforma do Estado.

“Nós todos, que somos empresários, sabemos bem o que é que nos últimos dez/vinte anos temos feito nas nossas empresas, as alterações profundíssimas que as nossas empresas têm vindo a sofrer. E o que é que nós vimos do Estado? O que alterou na Justiça? O que é que alterou na Educação? O que é alterou na Segurança Social de que tanto se fala todos os dias?”, questionou, avançando de seguida “a única alteração que vislumbramos no OE é que aquela velha regra de que quando saem dois funcionários entra um aumentámos e agora já podem entrar dois quando saem três”.

Francisco Calheiros levantou também a questão de que o aumento da derrama para empresas com lucros superiores a 35 milhões de euros seja apenas um começo. “Dir-me-ão, mas é só para empresas que ganham mais de 35 milhões... É este ano. Vamos ver para o ano que vem e para os outros dois [até ao fim da legislatura], se não vamos ter de facto um aumento de derrama”.

 

O PressTUR está em Macau a convite da APAVT

 

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CTP não perde oportunidade de apontar “erro” da não dedutibilidade do IVA no MICE

 

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