Museu do Côa vai ter passadiços de ligação ao rio Douro

26-02-2018 (15h30)

Foto: José Paulo Ruas/Fundação Côa Parque/www.arte-coa.pt
Foto: José Paulo Ruas/Fundação Côa Parque/www.arte-coa.pt

O município de Foz Côa e a Fundação Côa Parque vão construir passadiços para fazer a ligação do museu e do parque arqueológico à margem do rio Douro, tendo em vista o turismo fluvial, disse o presidente da autarquia à Agência Lusa.

“O que se pretende é uma maior aproximação do turismo fluvial do Douro com o Museu do Côa e, ao mesmo tempo, criar passadiços que liguem alguns núcleos da arte rupestre do parque arqueológico”, afirmou à Agência Lusa o presidente da câmara de Foz Côa, Gustavo Duarte.

O projecto, prosseguiu o autarca, “servirá para acelerar a construção de um cais fluvial nas proximidades do museu, de forma a permitir o desembarque de turistas que procuram a arte do Côa e os produtos endógenos”.

Na primeira fase será construído um passadiço com cerca de um quilómetro de extensão, desenhado em forma de uma das gravuras rupestre do Vale do Côa e desenvolvido pelos autores do projecto para o rio Paiva, na zona de Arouca.

“Outra das ideias é ligar um novo passadiço à antiga estação de caminho-de-ferro do Côa, no troço de linha desativado entre o Pocinho a Barca d' Alva. O imóvel da estação será alvo de requalificação, já havendo empresários interessados na iniciativa”, acrescentou Gustavo Duarte.

Em Vila Nova de Foz Côa, no distrito da Guarda, o projecto vai arrancar no sopé do museu para permitir a visita a alguns núcleos de gravuras rupestres no Vale de José Esteves e da Vermiosa.

“Depois, vamos alargar o projecto para que os visitantes tenham uma forma diferente de apreciar a natureza e este nosso património rupestre, e o próprio Douro e o Côa”, sublinhou o autarca.

O presidente da Fundação Côa Parque, Bruno Navarro, considerou por sua vez que o projecto pode constituir uma mais-valia para a valorização do território do Côa.

“Este passadiço poderá ser mais uma atracção para os turistas que utilizam a via fluvial para descobrirem o vale do Douro”, frisou.

Com este projeto, a Fundação Côa Parque assume o compromisso de abrir mais núcleos de Arte Rupestre ao público, sem ser necessário fazer o transporte em viaturas todo o terreno.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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