Islandeses obtêm nova prorrogação do prazo para terem proposta vinculativa de compra da Azores Airlines

13-06-2018 (16h33)

Foto: Airbus
Foto: Airbus

A transportadora islandesa Loftleioir-Icelandic tem agora até dia 26 para apresentar uma proposta vinculativa de compra da Azores Airlines, sendo que esta é segunda vez que pedem uma prorrogação de prazo desde que foi seleccionada.

A islandesa falhou o prazo para apresentação de uma proposta vinculativa para aquisição de 49% da Azores Airlines, tendo requerido uma prorrogação do prazo, que terminou às 00:00 de terça-feira, anunciou a SATA.

Segundo o grupo SATA, a prorrogação solicitada pela operadora de transporte aéreo islandesa foi justificada com a “necessidade de efectuar uma análise mais minuciosa à informação disponibilizada na ‘data room’ que contém informação relativa à operação de alienação”.

Em declarações à Agência Lusa, a 23 de Abril, Erlendur Svavarsson, vice-presidente da Loftleidir Icelandic, do grupo Islandair, referiu que a operadora ainda não tinha decidido se iria entrar na segunda fase do processo de alienação da transportadora aérea açoriana.

O administrador confirmou que a empresa tinha apresentado uma “declaração de interesse” e que “foi informada de que cumpriu os requisitos de pré-qualificação estabelecidos”.

“Isso significa que agora teremos acesso a mais informações sobre a empresa, para revisão e avaliação” e, “depois disso, decidiremos se a Loftleidir Icelandic entrará na segunda fase do processo”, explicou Svavarsson.

O grupo SATA anunciou em 17 de Abril que a Loftleidir Icelandic foi pré-qualificada para a segunda fase do processo de negociação da alienação de 49% do capital social da Azores Airlines.

“Na sequência da análise da manifestação de interesse apresentada pela Loftleidir Icelandic, concluiu-se que o potencial comprador em causa demonstrou cumprir integralmente ambos os requisitos de pré-qualificação”, lê-se no comunicado da SATA.

Ficou pré-qualificado o único potencial comprador que apresentou manifestação de interesse na Azores Airlines.

De acordo com o caderno de encargos da alienação de capital da operadora açoriana, o futuro accionista da Azores Airlines terá que “respeitar obrigatoriamente” a manutenção do plano de renovação da frota iniciado com o A321neo.

O candidato terá ainda de promover o “cumprimento da operação aérea regular mínima”, que contempla as ligações entre o continente e os Açores, nomeadamente as rotas liberalizadas entre Ponta Delgada e Lisboa, Ponta Delgada e Porto, Terceira e Lisboa, e Terceira e Porto.

O potencial interessado tem ainda de assegurar as ligações de obrigação de serviço público entre Lisboa e Horta, Lisboa e Pico, Lisboa e Santa Maria, Ponta Delgada e Funchal, bem como a ligação de Ponta Delgada com Frankfurt, a par das rotas a partir da Terceira e Ponta Delgada com Boston e Oakland, nos Estados Unidos, e Toronto, no Canadá.

O potencial comprador também deve manter a identidade empresarial, a autonomia da operadora, a sua denominação social e a marca Azores Airlines, entre outros elementos de identificação, a par de um contributo para a empregabilidade local.

O capital social do grupo SATA é detido por um único accionista, a Região Autónoma dos Açores.

A Azores Airlines fechou o terceiro trimestre de 2017 com um prejuízo de 20,6 milhões de euros, estando ainda por fechar as contas finais do ano.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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