Hotelaria de Lisboa atinge melhores índices de sempre de um mês de Novembro em todos os indicadores

03-01-2018 (15h55)

Novembro de 2017 foi o melhor 11º mês de sempre para a hotelaria de Lisboa em ocupação, preço das diárias e RevPAR, concluiu o PressTUR a partir dos dados do Observatório do Turismo de Lisboa publicados com base numa amostra de cem hotéis com 14.463 quartos, que indica representarem 77,4% da oferta de quartos da capital portuguesa.

Esses dados mostram que os hotéis de 3 e 4-estrelas bateram pela primeira vez o nível de ocupação de Novembro de 2017, ao atingirem, respectivamente 84,9%, mais 5,3 pontos que no anterior máximo, e 81,72%, mais 6,1 pontos que há dez anos.

Os 5-estrelas, com 66,86% este Novembro, superaram em 3,3 pontos a marca de há um ano, quando pela primeira vez superaram os 60% e bateram os 57,9% de Novembro de 2016.

Estes dados têm ainda mais relevância quando entre Novembro de 2007 e Novembro de 2017 a amostra do Observatório aumentou em 46,7%, significando mais 4,3 mil quartos, com +68,9% ou mais 1,55 mil em hotéis 5-estrelas, passando a somar 3.795, +46,4% ou mais 2,4 mil em 4-estrelas, para 7.961, e +24,6% ou mais 344 em 3-estrelas, para 2.707.

Adicionalmente, os dados do Observatório atestam que a subida da ocupação não foi feita à custa do sacrifício do preço das diárias que também foi o mais elevado de sempre para um mês de Novembro nas três categorias.

Os 5-estrelas, com um preço médio dos quartos de 166,96 euros superaram pela primeira vez a marca do Novembro de 2008 (150,50 euros).

Os 3 e 4-estrelas, por sua vez, bateram os preços máximos de um mês de Novembro atingidos no ano passado, em que pela primeira vez os 3-estrelas superaram os 60 euros, com 60,25, e os 4-estrelas ultrapassaram os 70 euros, com 76,14.

Em Novembro passado, os 4-estrelas subiram o preço médio dos quartos face a 2016 em 10% e superaram pela primeira vez a média de 80 euros, com 83,77 euros, e os 3-estrelas elevaram o máximo para 62,25, +4% que o fixado em 2016.

Com novos recordes em ocupação dos quartos e no preço médio, consequentemente os hotéis de Lisboa tiveram também novos máximos de RevPAR para um mês de Novembro.

Os 3-estrelas, com 53,19 euros, alcançaram um aumento em 20,8% face a Novembro de 2016, em que pela primeira vez tinham passado a marca dos 40 euros.

Os 4-estrelas, com 68,46 euros, tiveram um aumento em 21,7% com o qual batera um máximo que datava de 2007, ano em que em Novembro a sua RevPAR foi de 56,43 euros.

Os 5-estrelas, por sua vez, alcançaram pela primeira vez uma RevPAR num mês de Novembro acima dos cem euros, com 111,63, +18,5% que em Novembro de 2016, primeiro ano em que superaram os 90 euros e bateram os 86,35 euros registados em Novembro de 2007.

 

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