Gastos em Portugal de turistas de mercados 'emergentes' crescem mais de 30% no semestre

22-08-2017 (09h19)

A sua ‘fatia’ apenas passou ligeiramente este primeiro semestre a marca dos 15%, mas em matéria de crescimento dos seus gastos em Portugal os turistas de mercados ‘emergentes’ (fora do Top13 com dados publicados pelo Banco de Portugal) ‘dão cartas’ com um aumento médio em 32,3%, em que sobressai a Ásia com +54%.

A partir de dados do Banco de Portugal, o PressTUR concluiu que os turistas residentes em emissores ‘emergentes despenderam no primeiro semestre em Portugal o montante de 918,7 milhões de euros, com um aumento em 224,51 milhões face ao período homólogo de 2016.

Assim, embora ‘a parte de leão’ pertença ao Top13, com 84,8% do total de receitas turísticas portuguesas, e, até, mais concretamente ao Top4, com 54,1%, ambos viram a sua ‘fatia encolher’ enquanto a parte dos ‘emergentes’ aumentou 1,3 pontos.

A maior parte dos 918,7 milhões de euros de receitas turísticas que Portugal obteve de emissores fora do Top13 ainda se situa na Europa (outro países que não os do Top13), com 473,88 milhões de euros, o que representa 51,6% do total dos ‘emergentes’.

Mas enquanto o aumento de gastos em Portugal desses turistas de ‘emergentes’ europeus foi em 30,9% ou 111,83 milhões, o aumento da parte de ‘emergentes’ de outros continentes (excluindo EUA, Brasil e Angola) foi em 33,9% ou 112,68 milhões de euros.

A maior ‘fatia’ deste montante veio dos ‘emergentes’ do continente americano (excluindo EUA e Brasil), com 173,62 milhões de euros, mas um crescimento menor que os dois Tops, que em conjunto tiveram +41,6% ou mais 224,51 milhões, pois o seu aumento foi em 27,8% ou 37,77 milhões.

Seguiram-se os emissores do continente asiático, nenhum deles especificado nos dados divulgados pelo banco central, com o montante de 156,44 milhões de euros e um aumento face ao período homólogo de 2016 em 54% ou 54,86 milhões.

Já da parte de turistas residentes em África, excluindo Angola, o montante de gastos em Portugal foi de 60,55 milhões de euros, em baixa de 1,8% ou 1,08 milhões de euros.

Os dados do banco central recolhidos pelo PressTUR mostram que, pela força dos aumentos de gastos de turistas residentes nos continentes americano e asiático, a Europa teve uma ligeira redução da sua contribuição para as receitas turísticas portuguesas, em 2,2 pontos, ainda assim para 80,1%, com 4.857,09 milhões de euros e um aumento em 17,9% ou 735,69 milhões.

Esses 2,2 pontos ‘perdidos’ pela Europa foram para a América, que somou mais 1,8 pontos que há um ano, sendo a origem de 12,7% das receitas turísticas portuguesas no semestre, com 767,23 milhões de euros, +41,6% ou mais 225,31 milhões que há um ano, e para a Ásia, que somou mais 0,6 pontos, subindo para 2,6% do total das receitas turísticas portuguesas, com 156,44 milhões e euros, +54% ou mais 54,86 milhões que há um ano.

Os turistas residentes em África, por sua vez, foram a origem de 3,7% das receitas turísticas portuguesas, -0,5 pontos que há um ano, embora tenham havido um aumento dos seus gastos em Portugal, só que menor que a média, em 7,8% ou 16,45 milhões de euros.

 

Para ler mais clique:

Crescimento do saldo da balança turística portuguesa acelera para mais de 25% no 1º semestre

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