Gastos dos portugueses em turismo no estrangeiro ‘disparam’ em Março, mesmo sem Páscoa

21-05-2019 (13h20)

Os gastos dos portugueses aumentaram 50,4 milhões de euros no mês de Março, mais quase 20 milhões do que o aumento de gastos de turistas estrangeiros em Portugal, de acordo com os dados publicados hoje pelo banco central português.

O Banco de Portugal informou hoje que contabilizou 417,52 milhões de euros de gastos de portugueses em turismo no estrangeiro, que não são necessariamente em produtos turísticos, como também acontece com os gastos de turistas estrangeiros em Portugal.

O gasto dos portugueses em turismo no estrangeiro atingiu assim um novo recorde para o mês de Março, no qual, com uma subida em 13,7%, completou 75 meses consecutivos de aumentos.

Esta série começou em Janeiro de 2013, com um aumento em 5,1%, depois de em Dezembro ter ocorrido uma quebra em 1,3%.

Em Março de 2013, os gastos dos portugueses em turismo no estrangeiro atingiram 269,53 milhões de euros, com um aumento em 3,6% relativamente ao mês homólogo de 2012.

Seguiram-se 275,58 milhões em Março de 2014, e no ano seguinte foram superados pela primeira vez os 300 milhões num mês de Março, com 305,43 milhões.

Em Março de 2015 os gastos elevaram-se a 324,47 milhões de euros, no ano seguinte subiram para 336,13 milhões e no terceiro mês de 2018 totalizaram 367,12 milhões.

Este ano foi, assim, o primeiro em que os gastos ultrapassaram os 400 milhões num mês de Março, tendo ficado 54,9% acima do montante de Março de 2013, ano em que se iniciou a série de 75 aumentos homólogos mensais consecutivos.

No conjunto do primeiro trimestre, e apesar de as férias da Páscoa terem sido em Abril, ao contrário de 2018, em que foram essencialmente em Março, os gastos dos portugueses em turismo no estrangeiro têm um aumento em 9,8% ou 99,21 milhões de euros, atingindo o montante de 1.112,27 milhões.

Ainda assim, apesar de em Março o saldo da balança turística ter um decréscimo em 3% ou 19,92 milhões de euros, para 634,2 milhões, no trimestre regista um aumento em 2,4% ou 37,52 milhões, para 1.620,64 milhões.

Este saldo, calculado em receitas turísticas menos gastos turísticos, no entanto, pouco representa, porque muitos produtos e serviços cujas vendas entram em receitas turísticas são importados e estes custos não são contabilizados em turismo, mas nas respectivas categorias de produtos e serviços.

 

Para ler mais clique:

Receitas turísticas portuguesas esmorecem mas não quebram com falta da Páscoa

 

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