França, Reino Unido, Espanha e Alemanha são a origem de mais de 60% das receitas turísticas portuguesas

25-11-2016 (15h59)

O crescimento das receitas turísticas portuguesas, que nos primeiros nove meses deste ano atingiu 841,91 milhões de euros (+9,5%), reflectiu antes de mais o êxito em quatro mercados emissores, França, Reino Unido, Espanha e Alemanha, que em conjunto ‘ficaram com’ 60,5% das exportações portuguesas de turismo, que compara com 58,4% há um ano.

Dados do Banco de Portugal recolhidos pelo PressTUR mostram que o aumento de gastos em Portugal por parte de residentes em França, no Reino Unido, em Espanha e na Alemanha somaram 5.883,56 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano, com um aumento em 13,4% que significou mais 697,13 milhões de euros, o que, por sua vez, equivale a 82,8% do aumento global no período.

Reino Unido e França lideraram esse grupo de ‘super emissores’ em aumentos em valor absoluto, com mais 200,03 milhões de euros (+12,9%, para 1.745,47 milhões) e mais 199,28 milhões (+12,4%, para 1.807,97 milhões), respectivamente, enquanto Alemanha e Espanha lideraram em variações percentuais, respectivamente com +14,7% (mais 139,15 milhões de euros, para 1.086,21 milhões) e com +14,6% (mais 158,67 milhões, para 1.243,91 milhões).

De mais nenhum mercado emissor Portugal tem exportações de turismo a superarem os mil milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano, como também mais nenhum regista aumentos acima dos cem milhões.

Os que mais se aproximam em gastos totais de Janeiro a Setembro, inclusive, são os Estados Unidos, com 460,44 milhões de euros, e a Holanda, com 455,17 milhões.

Todos os restantes estão abaixo dos 400 milhões, com 303,45 milhões da Bélgica, 290,17 milhões do Brasil, 268,38 milhões da Suíça, 257,01 milhões da Irlanda, 224,37 milhões de Angola, 204,89 milhões de Itália e 120,88 milhões do Luxemburgo.

Relativamente à evolução em relação aos primeiros nove meses de 2015, o maior aumento em valor, depois dos residentes no Reino Unido, em França, em Espanha e na Alemanha, é dos residentes na Holanda, em 54,40 milhões de euros (+13,6%), seguidos pelos residentes nos EUA, com mais 44,91 milhões (+10,8%), e na Suíça, com mais 43,22 milhões (+19,2%).

Só depois vêm os aumentos de gastos dos residentes na Irlanda, em 31,22 milhões (+13,8%), em Itália, em 30,13 milhões de euros (+17,2%), na Bélgica, em 29,5 milhões (+10,8%), e no Luxemburgo, em 9,44 milhões (+8,5%).

Os gastos de residentes no Brasil ainda estão 0,3% ou 0,93 milhões abaixo dos primeiros nove meses de 2015 e os gastos de residentes em Angola têm uma quebra em 47,6% ou 203,54 milhões.

 

Continua em:

Crise angolana penaliza crescimento das receitas turísticas portuguesas em três pontos percentuais

Brasileiros foram ‘a boa surpresa’ da receita turística portuguesa no mês de Setembro

 

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