“Fizemos tudo o que podíamos fazer” relativamente à nova directiva das viagens organizadas, Pedro Costa Ferreira

11-06-2018 (18h01)

“Julgo que o sector se preparou muito bem e que o consumidor pode estar, como sempre, confiante nas agências de viagens”, afirmou Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, ao avaliar situação do mercado a menos de um mês da entrada em vigor da nova directiva das viagens organizadas.

O dirigente associativo admitiu que a nova directiva significa, para as empresas do sector, “mais custos, nomeadamente por causa dos seguros”, e “mais riscos”, porque “defende os consumidores num âmbito superior ao que defendia a anterior lei das agências de viagens”.

Mas “estamos conscientes de que fizemos tudo o que podíamos fazer para encarar estas novas circunstâncias”, acrescentou o presidente da APAVT aos jornalistas durante uma viagem com agências e operadores portugueses a Helsínquia promovida pela companhia aérea Finnair, representada em Portugal pela APG.

“Uma parte importante da resposta do sector tinha que ver com seguros”, salientou o presidente da Associação, para destacar que “dos operadores que actuam em Portugal a esmagadora maioria tem seguros que definem sinistro nos mesmos moldes que está definido na directiva”.

Face ao aumento dos custos com seguros, “o mercado terá duas maneiras de reagir: ou diminui a margem, ou o consumidor paga mais. Uma de duas vai acontecer e de acordo com a concorrência”, disse Pedro Costa Ferreira, esclarecendo que no caso das vendas já realizadas “apenas diminui a margem”.

“A ideia que tenho é que as empresas se estão a defender, alterando esses pacotes de seguros”, acrescentou.

Do ponto de vista da transposição da directiva, Pedro Costa Ferreira considera que “as garantias do consumidor estão absolutamente intactas através do Fundo de Garantia que estará perto dos cinco milhões [de euros]”.

Sobre as negociações com o Governo para a transposição da directiva para a lei portuguesa, Pedro Costa Ferreira destacou “a retirada da maioria das viagens profissionais do âmbito da directiva”.

O presidente da Associação caracterizou as negociações com o Governo como “um óptimo trabalho” e destacou inclusivamente que em alguns momentos “foi o Governo que deu as melhores sugestões para as nossas preocupações”.

Relativamente à confiança do consumidor na transposição da directiva, Pedro Costa Ferreira lembrou que a proposta foi realizada “pelas mais importantes associações – a única do sector das agências de viagens e a mais importante da defesa do consumidor [a Deco]”.

Face a Espanha, que atrasou a entrada da directiva, o presidente da Associação sublinha que “não significa que estejam melhores”, porque ainda assim “o consumidor a partir de 1 de Julho está em directiva e pode resolver os conflitos de consumo em Espanha de acordo com a directiva. Espanha apenas não a tem legalmente transposta”.

Na negociação, a APAVT propôs que a transposição “fosse no dia mais tarde”, como aliás “todos os países europeus, excepto a Alemanha, pediram aos seus governos para ser o mais tarde possível”.

 

Clique para mais notícias: Agências&Operadores

Clique para mais notícias: APAVT

Share
Tweet
+1
Share
Comentários
Escrever comentário

Outras Notícias

Empreendimentos turísticos de Monchique reabrem após grande incêndio

14-08-2018 (18h46)

O Macdonald Monchique Resort & Spa, em Caldas de Monchique, Algarve, vai reabrir na quinta-feira, depois de ter encerrado devido ao incêndio que durante uma semana atingiu a serra de Monchique.

Governo dos Açores considera “prematuro” falar da proposta de compra da Azores Airlines

14-08-2018 (18h21)

A secretária regional dos Transportes e Obras Públicas dos Açores afirmou ontem ser “absolutamente prematuro” pronunciar-se sobre o processo de alienação de 49% do capital da Azores Airlines, uma vez que a proposta apresentada se encontra em análise.

CVC agrega mais uma participada b2b com a compra do consolidador Esferatur

14-08-2018 (16h26)

A brasileira CVC, maior grupo latino americano de organização e comercialização de viagens, anunciou hoje um reforço do seu portefólio de produtos e serviços para o mercado profissional através da aquisição da Esferatur, classificada como um dos maiores consolidadores do mercado brasileiro, com vendas de bilhetes de avião na ordem de 1,8 mil milhões de reais (cerca de 407 milhões de euros).

Apesar da ocupação a cair, subida de preços da hotelaria portuguesa até acelera em Junho

13-08-2018 (17h46)

Os clientes da hotelaria portuguesa pagaram em média este mês de Junho +11% por dormida, ainda que os dados do INE indiquem uma queda da ocupação, tendência que o sector tende normalmente a travar com descidas de preços para estimular a procura.

Hotelaria portuguesa perde 225,7 mil dormidas de estrangeiros em Junho e acaba semestre com menos 132,3 mil

13-08-2018 (16h00)

A hotelaria portuguesa, que estava a viver um ciclo de crescimentos acentuados sustentado pela procura internacional, acabou o primeiro semestre deste ano com queda do número de pernoitas de turistas estrangeiros, em grande medida pela dimensão da quebra em Junho, primeiro mês da época alta, no qual teve menos 225,7 mil (-5,1%) pernoitas de residentes no estrangeiro.