Espanha e Alemanha provocam estagnação em baixa das dormidas de estrangeiros em 1º trimestre sem Páscoa

15-05-2019 (12h57)

Gráfico: INE
Gráfico: INE

O alojamento turístico português teve no primeiro trimestre uma estagnação em baixa das dormidas de turistas estrangeiros, que se deve principalmente às quebras dos mercados espanhol, o mais impactado pelo efeito ‘falta da Páscoa’ este ano, e alemão, apesar de evoluções em alta das pernoitas de residentes nos Estados Unidos, Reino Unido (apesar das confusões com o Brexit), Brasil, Itália, China e Canadá.

Os dados publicados hoje pelo INE indicam que o alojamento turístico português terminou o primeiro trimestre com um aumento das pernoitas totais em 0,7% ou 70,5 mil, somando 10,779 milhões, grosso modo pelo aumento das pernoitas de residentes em Portugal em 2,3% ou 74,8 mil, para 3,29 milhões, enquanto as pernoitas de não residentes tiveram um decréscimo em 0,1% ou 4,3 mil, para 7,488 milhões.

Esta queda, porém, tem duas origens principais: Espanha e a Alemanha.

Os residentes em Espanha, que acorrem em grande número a Portugal pela época das férias da Páscoa, que em 2018 foi em Março, enquanto este ano foi em Abril, fizeram menos 125,2 mil dormidas no alojamento turístico português que em 2018 (-15,6%, para 676,1 mil), com menos 123,2 mil só no mês de Março (-28,6%, para 307,5 mil).

Igualmente expressiva foi a quebra de residentes na Alemanha, que fizeram menos 84,8 mil dormidas que há um ano (-7,5%, para 1,05 milhões), com menos 45,1 mil no mês de Março (-8,4%, para 493,8 mil), e também as quebras de 20,5 mil pernoitas de residentes em França (-3,2%, para 612,7 mil), de 12 mil pernoitas de residentes nos Países Baixos (-2,8%, para 421,1 mil) e de menos 11,2 mil pernoitas de residentes na Suíça (-9,4%, para 108,8 mil).

A compensar quase totalmente estas quebras estiveram, em primeiro lugar, os residentes nos Estados Unidos, com mais 67,3 mil dormidas que no primeiro trimestre de 2018 (+24,8%, para 338,5 mil).

O segundo mercado com maior aumento de dormidas foi o dos residentes no Brasil, com mais 37,3 mil (+7,3%, para 551,1 mil), e o terceiro foi o dos residentes no Reino Unido, relativamente ao qual havia prognósticos negativos, em função do impacto do processo do Brexit, com mais 30,9 mil (+2,4%, para 1,319 milhões), mantendo-se portanto como o primeiro emissor.

No mesmo sentido concorreram as evoluções dos mercados dos residentes em Itália, com mais 6,8 mil dormidas que há um ano (+10,4%, para 285 mil), no Canadá, com mais 21,1 mil (+12,5%, para 190,3 mil), e China, com mais 21,5 mil (+20,3%, para 127,6 mil), a que se somaram ainda mais 44,2 mil pernoitas do conjunto de residentes em outros emissores não especificados (+4,2%, para 1,09 milhões).

 

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