Crescimento do saldo da balança turística portuguesa acelera para mais de 25% no 1º semestre

21-08-2017 (12h55)

Receitas turísticas crescem mil milhões e ultrapassam seis mil milhões

Portugal teve um encaixe líquido do turismo internacional de quase 4.000 milhões de euros, com um aumento em 25,7% face ao período homólogo de 2016, que é o crescimento mais forte nos primeiros seis meses de um ano pelo menos nesta década.

O PressTUR concluiu a partir de dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal que um aumento igualmente a dois dígitos (+13,2%) dos gastos dos portugueses em turismo no estrangeiro não impediu esse aumento do saldo porque em receitas turísticas o crescimento disparou para 21%, também o mais forte de um primeiro semestre pelo menos nesta década.

Os dados do banco central indicam que nos primeiros seis meses deste ano os gastos de turistas estrangeiros em Portugal, que são contabilizados como exportações de turismo, elevaram-se a 6.061,08 milhões de euros, enquanto os gastos dos portugueses em turismo no estrangeiro, contabilizados como importações, elevaram-se a 2.108,05 milhões.

O saldo entre exportações e importações foi assim favorável a Portugal em 3.953,02 milhões de euros, +25,7% ou mais 807,84 milhões, reflectindo um aumento das receitas turísticas em 1.053,43 milhões (+21%) face a um aumento dos gastos de turistas portugueses no estrangeiro em 478,28 milhões (+13,2%).

No mês de Junho, tradicionalmente tomado como início da época alta, as receitas turísticas portuguesas somaram 1.261,63 milhões de euros, enquanto os gastos turísticos dos portugueses totalizaram 378,46 milhões, pelo que o países teve um encaixe líquido de 883,17 milhões.

Face a Junho de 2016, as receitas cresceram 23,4% ou 239,52 milhões de euros, os gastos aumentaram 11,4% ou 38,74 milhões e o saldo favorável a Portugal ‘disparou’ 29,4% ou 200,78 milhões.

Estes dados mostram que em valor absoluto Maio foi o melhor mês do semestre com 1.226,59 milhões de euros de receitas turísticas e um encaixe líquido de 959,87 milhões.

Em variação face ao mês homólogo de 2016, como seria de esperar o melhor mês foi Abril, por ter sido o mês da Páscoa ao contrário do ano anterior, em que a Páscoa foi em Março, proporcionando aumentos da receita em 38,6% ou 348,17 milhões de euros e do saldo em 46,4% ou 266,22 milhões.

 

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