Coimbra é palco de debate para criação de rota europeia de cafés históricos

17-04-2018 (10h37)

A criação de uma Rede de Cafés Históricos da Europa e de uma Rota Europeia destes estabelecimentos estão entre os principais objectivos do Encontro Internacional de Cafés Históricos, que decorre na sexta-feira e no Sábado em Coimbra.

O roteiro deverá assumir-se como “novo Itinerário cultural do Conselho da Europa”, defendeu ontem numa conferência de imprensa para apresentação do programa do encontro, Vítor Marques, gerente do Café Santa Cruz, em Coimbra, e presidente da Associação Portuguesa dos Cafés com História.

Durante o encontro também serão discutidos o estabelecimento do Dia Europeu do Café Histórico e a importância destes espaços e formas de cooperação e intercâmbio, disse o grego Vassilis Stathakis, proprietário do Kipos Café, em Creta, e presidente da Associação Europeia dos Cafés Históricos (EHICA).

O Dia Europeu do Café Histórico deverá ser assinalado já a partir de 2019, no dia 8 de Abril (data que corresponde à fundação da EHICA), admitiu Vassilis Stathakis, que também quer, por outro lado, que a reunião em Coimbra seja um espaço de divulgação e de angariação novos membros para a Associação que dirige.

A Associação Europeia agrega 23 cafés históricos, designadamente da Grécia, de França, da Hungria, da Eslováquia, da Itália, da República Checa, de Espanha, de Malta, da Bélgica e de Portugal (Café Santa Cruz, de Coimbra, Antiga Confeitaria de Belém e Pastelaria Versailles, de Lisboa, Café Restaurante São Gonçalo, de Amarante, e Pastelaria Gomes, de Vila Real).

Há na Europa cerca de centena e meia de cafés, naqueles e noutros países, que reúnem condições para integrarem a Associação Europeia, salienta Vítor Marques, referindo que em Portugal são mais de quatro dezenas os estabelecimentos que possuem características para fazerem parte daquela associação e que já são, na generalidade, membros da organização portuguesa – alguns deles deverão aderir à EHICA brevemente, como o Majestic, no Porto, exemplificou.

Mais do que simples estabelecimentos comerciais, os cafés históricos são testemunhas privilegiadas de décadas de convivência social, de tertúlias artísticas e de debates políticos, fazem parte da história, da cultura e da vida social das localidades onde se situam, sustenta Vítor Marques, sublinhando que este património imaterial supera, por vezes, a importância do património material, que muitos cafés históricos também são.

Faz todo o sentido que estes espaços de história e tradições integrem os circuitos turístico-culturais e estabeleçam formas de colaboração e intercâmbio entre si e com outras entidades, sintetizam os responsáveis das associações europeia e portuguesa de cafés históricos.

Adoptando um “ambiente de tertúlia” e aberto a todos os interessados, o Encontro Internacional de Cafés Históricos, que decorrerá na Casa da Escrita, na Alta de Coimbra, e no Café Santa Cruz, na Baixa da cidade, contará com a participação de proprietários, gerentes ou outros representantes de estabelecimentos de Portugal, de Espanha e da Grécia.

Promovido pelo Café Santa Cruz, em colaboração com as associações portuguesa e europeia dos cafés históricos e o apoio de entidades como a Câmara Municipal, a Universidade, o Museu Machado de Castro e a Escola de Hotelaria de Coimbra, o Turismo Centro de Portugal e a Fundação Mata do Bussaco, a reunião terá a participação de investigadores, escritores, jornalistas e responsáveis de entidades ligadas ao património, à cultura, ao turismo e às autarquias, entre outros.

O encontro, subordinado ao tema ‘Os Cafés Históricos como Património Cultural’, com início às 14h30 de sexta-feira na Casa da Escrita, e encerramento a partir das 19h30 de Sábado no Café Santa Cruz, deter-se-á sobre a importância dos cafés na transformação da esfera pública e os cafés históricos e as redes de património cultural ou como património turístico, entre outros temas.

(PressTUR com Lusa)

 

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