CEO da Ryanair contra-ataca: companhia tem “tripulantes muito felizes em Portugal e pela Europa”

11-04-2018 (16h22)

O CEO da Ryanair, Michael O'Leary, desvalorizou a ameaça de uma greve de tripulantes de cabina a nível europeia porque, como argumentou em declarações à Agência Lusa, porque a companhia tem "tripulantes muito felizes em Portugal e pela Europa".

O'Leary, que participava numa conferência sobre Turismo, no Estoril, também ameaçou levar o sindicato dos tripulantes de cabina SNPVAC a Tribunal por alegadamente ‘manchar' a imagem da companhia com "falsas" as alegações de que a Ryanair desrespeitou a legislação portuguesa.

"Penso que podemos ir a tribunal. Se o sindicato continuar estas falsas alegações de que violámos a lei portuguesa, então penso que teremos de os processar, porque somos um grande empregador, um grande investidor em Portugal (...) e não estamos dispostos a ter o nosso bom nome e reputação manchados por alegações falsas feitas por um sindicato com representantes da TAP", afirmou Michael O'Leary.

Desde o início da paralisação de três dias, no período da Páscoa, que o SNPVAC acusa a companhia aérea de violar a lei portuguesa, ao substituir trabalhadores em greve, incluindo com ameaças de despedimento.

O'Leary, nas declarações à Lusa, garantiu que o que a transportadora fez foi "completar os voos na Páscoa, que era o que os passageiros e as suas famílias queriam".

"Não poderíamos operar esses voos se a maioria dos tripulantes não trabalhassem normalmente, o que fizeram. Estava a ser ilegal? Não. (Foi ilegal) por operar aeronaves desde a Holanda, Irlanda ou Reino Unido? Nós discordamos. Foi perfeitamente legal", garantiu.

O CEO argumentou ainda que uma das bases da União Europeia é a livre circulação de trabalhadores e que se o sindicato "tem um problema com a Ryanair que venha conversar" e explicar as suas questões.

O'Leary revelou ter contactado a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) para pedir uma reunião para "explicar o que aconteceu realmente nos três dias de greve" e que também foi enviada uma carta dos seus advogados portugueses "confirmando que todas as leis portuguesas foram cumpridas".

"Somos um dos maiores empregadores em Portugal, empregamos 600 pilotos e tripulantes, não apenas em Lisboa, mas também no Porto, Faro e Ponta Delgada. Estamos a aumentar rotas, estamos a aumentar empregos, somos um dos maiores investidores estrangeiros em Portugal", resumiu, antes de se declarar convicto de não "haver base para uma greve europeia", como os sindicatos vão debater no dia 24 em Lisboa, porque a companhia tem "tripulantes muito felizes em Portugal e pela Europa".

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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