Mário Candeias, um português no Irão para liderar a expansão de um grupo hoteleiro

26-06-2018 (17h00)

O director do hotel Espinas Palace em Teerão é Mário Candeias, um português na sua primeira experiência a trabalhar no estrangeiro com a missão de expandir o grupo e com a certeza de que isso se fará primeiro no Irão, onde garante que as oportunidades são imensas.

“Há um grande potencial de crescimento [no Irão]. Então na parte turística, gigante”, afirmou Mário Candeias, numa entrevista a um grupo jornalistas que viajou em Dezembro de 2017 para Teerão a convite da companhia aérea euroAtlantic.

Exemplo desse potencial é que o “o próprio governo está agora a privatizar até 2023 mil monumentos”, com o intuito de os converter em hotéis e restaurantes.

No grupo que Mário Candeias integra desde Março de 2017 existem três hotéis, com praticamente mil quartos, sendo dois de 5-estrelas em Teerão e um 4-estrelas junto ao mar Cáspio.

A rede hoteleira está a desenvolver um projecto para um novo hotel em Teerão, com 840 quartos, com previsão de abertura para 2020.

“A ideia agora é desenvolver a marca mais agressivamente”, disse Mário Candeias, esclarecendo que os planos incluem o modelo clássico de compra de terreno e construção, mas também o modelo de contratos de gestão.

O Espinas Hotel Group quer “tornar-se um player de referência na região” em vários segmentos de mercado e em várias geografias, algo que tornará o grupo “mais resiliente e robusto” face aos “ciclos assimétricos”, “sanções e outro tipo de circunstâncias” que se vivem no Médio Oriente.

O Irão é a base do grupo, dos seus accionistas e do seu capital, e há margem para crescer no país, até porque “existem hotéis, existem em todo o lado, mas não são ‘branded’ e a gestão ainda é uma gestão que não é optimizada, dá para fazer muita coisa”.

Depois do Irão, para iniciar a internacionalização, Mário Candeias diz que a Europa Ocidental é o “alvo preferencial”.

O Espinas Palace Hotel em Teerão será a montra para desenvolver a marca, o ‘showcase’ do projecto. O hotel tem 400 quartos, 12 salas de conferências, três restaurantes, e uma sala de espectáculos para três mil pessoas, bem como um restaurante no topo do edifício, com acesso por helicóptero.

Os principais emissores para o hotel são a China, Índia, Coreia do Sul e Japão, mercados que “vamos converter como ainda mais importantes”.

Portugueses “aparecem alguns”, disse Mário Candeias, desde “banqueiros a engenheiros, que vêm cá por várias razões”, uns “para estudarem o mercado e outros que trabalham em algumas multinacionais que já operam com indústria pesada iraniana e que vêm cá fazer trabalhos”.

 

O PressTUR visitou o Irão em Dezembro de 2017 a convite da euroAtlantic

 

Continua:

Latinos e persas “têm muitas semelhanças”, diz Mário Candeias, director do Espinas Palace em Teerão

 

Ver também:

Vida de turista em Teerão, a visitar palácios e mesquitas

Vida em Teerão, no bazar de Tajrish e no bairro Darband

Teerão: os tradicionais e os modernos

Maravilhas de Isfaão, "metade do mundo"

Hotel Abbasi, um monumento com três séculos

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