Companhias aéreas alteram rotas para evitar espaço aéreo do Irão e do Iraque

08-01-2020 (09h59)

Foto: Trinity Moss / Unsplash
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Algumas companhias aéreas comerciais alteraram hoje os voos que cruzam o espaço aérea do Irão e do Iraque para evitar eventuais perigos devido à crescente tensão entre os Estados Unidos e o Irão.

A companhia de aviação australiana Qantas disse que estava a alterar as suas rotas de Londres para Perth, na Austrália, para evitar o espaço aéreo do Irão e do Iraque até novo aviso.

A rota mais longa significa que a Qantas terá de transportar menos passageiros e usar mais combustível para permanecer no ar por mais 40 a 50 minutos.

A TAP não tem qualquer voo que cruze espaço aéreo iraniano ou iraquiano, segundo disse à Lusa fonte da companhia aérea.

As companhias aéreas Emirates e Flydubai, dos Emirados Árabes Unidos, cancelaram os seus voos para Bagdade depois dos ataques do Irão contra duas bases em território iraquiano que albergam militares norte-americanos.

Fonte da Flightradar, que monitoriza o tráfego aéreo, disse hoje que dois voos da Emirates fizeram uma rota diferente para evitar a passagem pelo Iraque, enquanto um voo da Air Canada para o Dubai foi forçado a mudar o trajecto pelo Egipto e Arábia Saudita

A companhia aérea Malaysia Airlines confirmou que “devido aos recentes acontecimentos”', os seus aviões evitariam o espaço aéreo iraniano.

A Singapore Airlines também disse que os seus voos para a Europa seriam redireccionados para evitar o espaço aéreo do Irão.

A Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA disse que estava a proibir pilotos e transportadoras americanas de voar nalgumas áreas do Iraque, Irão e nalgum espaço aéreo do Golfo Pérsico.

A FAA Alertou ainda para o “potencial de erro de cálculo ou identificação errónea” de aeronaves civis no meio da escalada da tensão entre os EUA e o Irão.

Estas restrições costumam ser preventivas, por natureza, para impedir que aeronaves civis sejam confundidas com as que estão envolvidas em conflitos armados.

A FAA disse ainda que as restrições estão a ser emitidas devido a “actividades militares mais activas e aumento das tensões políticas no Médio Oriente, que apresentam um risco para as operações de aviação civil dos EUA”.

As restrições de voo surgem na sequência dos ataques iranianos com mísseis balísticos, na terça-feira, a duas bases iraquianas (em Ain al-Assad e Arbil) que abrigavam tropas norte-americanas.

Esta acção foi assumida pelos Guardas da Revolução iranianos como uma “operação de vingança” da morte do general Qassem Soleimani, comandante da força de elite Al-Quds, que morreu na sexta-feira num ataque aéreo em Bagdad, capital do Iraque, ordenado pelo Presidente dos EUA, Donald Trump.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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