Gasto médio dos visitantes estrangeiros em Portugal foi de 450 euros em 2016

07-12-2017 (19h03)

Os visitantes estrangeiros que estiveram em Portugal no ano de 2016 gastaram em média 448 euros durante a sua estada no país, como se pode calcular a partir das informações divulgadas pelo INE e pelo Banco de Portugal.

Segundo o banco central, em 2016 Portugal teve um total de 12.680,56 milhões de euros de gastos de residentes no estrangeiro.

O INE, por sua vez, informou hoje que no ano passado Portugal acolheu 28,3 milhões de visitantes residentes no estrangeiro, com 18,2 milhões de turistas, que são os visitantes que pernoitaram pelo menos uma noite no país, e 10,09 milhões de excursionistas, que são os visitantes que não fazem qualquer pernoita.

Assim, em média os visitantes estrangeiros despenderam em média no país 448 euros.

Diferente é o seu gasto com a viagem a Portugal, em que também são contabilizados os gastos efectuados ainda no seu país de origem.

O Instituto estima que “os turistas não residentes entrados em Portugal gastaram, na globalidade, 15,3 mil milhões de euros em despesas associadas à viagem, em 2016”, o que dá um valor médio de 840 euros por viagem.

O valor médio diário, por sua vez é de 95,7 euros, com 102,5 euros quando chegam pela “fronteira aérea” e um valor “substancialmente menor nas viagens por estrada”, para o caso em que indica o valor de 61,4 euros.

O INE diz ainda que “os turistas do Brasil e dos EUA evidenciaram um gasto médio diário per capita de 166,3 euros e 146,1 euros, em contraste com os valores registados nos principais mercados europeus”, em que ‘o peso do aéreo’ é obviamente menor.

Ainda assim, diz o Instituto, “são de assinalar os valores da Irlanda (115,0 euros), Países Nórdicos (111,9 euros), Itália (108,5 euros) e Reino Unido (107,2 euros)”.

O INE indica ainda que o gasto médio dos visitantes procedentes de Espanha foi de 89,0 euros e compara com o gasto médio de turistas procedentes de “países com elevada incidência de entradas de turistas com ascendência portuguesa”, como França e Suíça, cujos gastos médios diários per capita “foram de apenas 64,2 euros e 78,4 euros (com valores mais elevados na via área e substancialmente inferiores nas entradas por estrada)”.

O INE diz também que estima que os turistas não residentes entrados em Portugal “gastaram, na globalidade, 15,3 mil milhões de euros em

despesas associadas à viagem, em 2016” e que “os maiores contributos vieram dos residentes no Reino Unido (19,8%), de França (12,2%), de Espanha (10,0%), Alemanha (9,8%) e Brasil (8,8%)”.

Já o ranking que se extrai dos dados publicados pelo Banco de Portugal sobre gastos efectuados no país indica França como o primeiro emissor em 2016, com 2.277,28 milhões de euros (18% do total), seguida pelo Reino Unido, com 2.266,79 milhões (17,9% do total), Espanha, com 1.640,82 milhões (12,9% do total), Alemanha, com 1.482,2 milhões (11,7% do total), EUA, com 593,4 milhões (4,7% do total), Holanda, com 585,67 milhões (4,6% do total), e Brasil, com 399,8 milhões (3,2% do total).

A informação divulgada hoje pelo INE especifica ainda que “as entradas de turistas por lazer geraram 74,4% dos gastos turísticos totais, tendo correspondido 17,9% do valor total às viagens para visita a familiares ou amigos”, aquelas com cerca de 11,4 mil milhões de euros e estas com cerca de 2,7 mil milhões.

Ainda segundo a informação divulgada hoje pelo INE a maior fatia dos gastos com as viagens a Portugal é com “transportes internacionais”, que representaram 23,3% dos gastos totais dos turistas não residentes, no montante global de mais de 3,5 mil milhões de euros, seguindo-se “com pesos aproximados entre si”, os gastos em restaurantes, bares e discotecas, com 18,2% do total ou cerca de 2,8 mil milhões, pacotes turísticos (que integram pelo menos aviação e alojamento, quando não, também, alimentação e bebidas), 17,8% ou cerca de 2,7 mil milhões de euros, e alojamento, com 17,3% ou cerca de 2,6 mil milhões de euros.

 

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