Filial alemã da Thomas Cook cancela viagens até ao final do ano

09-10-2019 (23h56)

Foto: Trinity Moss / Unsplash
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A filial alemã da empresa de viagens britânica Thomas Cook, que também faliu em Setembro, cancelou todas as suas viagens até ao final do ano, ainda que estejam pagas parcial ou totalmente.

Até agora, a interrupção na Alemanha das viagens da Thomas Cook, que também afecta as filiais Neckermann Reisen, Öger Tours, Bucher Reisen ou Air Marin, tinha efeitos só até ao final de Outubro.

"Lamentamos muito ter que cancelar essas viagens, mas não podemos garantir a sua realização", disse esta quarta-feira a directora executiva da empresa, Stefanie Berk.

A Deutsche Thomas Cook avançou esta quarta-feira que quer voltar a funcionar a partir de 1 de Dezembro e voltar a realizar viagens a partir do início do próximo ano.

A Thomas Cook britânica entrou em suspensão de pagamentos no dia 23 de Setembro, ao não obter os fundos adicionais de 200 milhões de libras (227 milhões de dólares) que exigiam os bancos - como o RBS ou o Lloyds - para enfrentar os meses de Inverno, o que criou um buraco de mais de três mil mihões de libras (3.370 milhões de euros).

A agência independente de turismo Hays Travel anunciou esta quarta-feira que vai comprar as 555 agências da Thomas Cook no Reino Unido.

A Hays Travel, com sede em Sunderland e que conta com 190 agências naquele país, já contratou 421 trabalhadores que estavam na Thomas Cook, tendo também oferecido emprego à tripulação da Thomas Cook Airlines.

"Isto representou um passo importante no processo de liquidação, enquanto procuramos aproveitar os ativos da companhia", disse David Chapman, encarregado de administrar os bens da empresa, citado pela agência EFE.

O director executivo da Organização Mundial do Turismo (OMT), Manuel Butler, afirmou hoje que a falência da Thomas Cook “é um reordenamento do sector” no contexto da “transformação brutal” que está a viver o turismo a nível mundial.

A falência do operador turístico britânico é “uma notícia triste”, já que para uma organização que promove o turismo é sempre uma “má notícia” quando desaparece um dos seus actores, mas este desaparecimento enquadra-se no “momento disruptivo” que vive o sector, afirmou o responsável, citado pela agência EFE.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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