Ryanair tem 900 postos de trabalho em risco

01-08-2019 (11h49)

Foto: Ryanair
Foto: Ryanair

O CEO da Ryanair, Michael O'Leary, disse numa mensagem aos trabalhadores que está a planear cortar 900 postos de trabalho, devido ao abrandamento da expansão da low cost provocado pela paralisação dos aviões B737 Max, modelos da Boeing envolvidos em dois acidentes fatais.

Na mensagem aos trabalhadores, citada na imprensa internacional, o executivo diz que a Ryanair tem um excesso de 500 pilotos e 400 tripulantes de cabina.

Além disso, Michael O’Leary acrescentou que a companhia aérea necessita de menos 600 pessoas para desempenhar estes cargos no próximo Verão do que planeava antes da paralisação dos B737 Max.

O executivo disse ainda que o número oficial de empregos a cortar será anunciado até ao final de Agosto, após negociações com aeroportos e sindicatos, com os despedimentos a acontecer em Setembro e Outubro e depois do Natal.

Além dos atrasos na entrega dos aviões B737 Max, Michael O'Leary apontou ainda o impacto do "Brexit" e o aumento do preço dos combustíveis, como causa para os potenciais despedimentos.

A Ryanair, segundo escreve o jornal britânico “The Guardian”, emprega cerca de 17 mil pessoas, das quais 5.500 são pilotos, 9.000 são tripulantes de cabina e 1.130 são funcionários de operações em terra e pessoal de manutenção, havendo ainda cargos administrativos, de tecnologias de informação e de gestão.

A Ryanair, que tem 135 aviões B737 Max encomendados à Boeing, já tinha anunciado no início de Julho que tinha reduzido para menos de metade a sua previsão de crescimento no próximo Verão (clique para ler: Atraso do B737 MAX ‘vai custar’ cinco milhões de passageiros à Ryanair em 2020/2021).

Ver também:

Prioridade no embarque e escolha de lugar ‘equilibram’ receitas da Ryanair face a queda das tarifas

Ryanair centraliza na Malta Air operações nas bases em França, Alemanha e Itália

Tripulantes da Ryanair em greve em Agosto pelo cumprimento da legislação laboral portuguesa

 

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