Ryanair aumenta lucros em 12% nos últimos três meses de 2017

05-02-2018 (17h11)

Foto: Ryanair
Foto: Ryanair

A Ryanair aumentou os lucros em 12% nos últimos três meses do ano passado, período em que transportou 30,4 milhões de passageiros, mais 6% que entre Outubro e Dezembro do ano anterior.

De Outubro a Dezembro, terceiro trimestre fiscal da companhia aérea, as receitas da Ryanair subiram 4% face ao período homólogo do ano passado, para 1,4 mil milhões de euros.

No mesmo período, a tarifa média por passageiro baixou 4%, para 32 euros.

Michael O'Leary, CEO da Ryanair, citado em comunicado, classificou o trimestre de "muito desafiante", resumindo que após a "falha nas escalas de serviço dos pilotos em Setembro" e "a dolorosa decisão de fazer parar 25 aeronaves", a transportadora assegurou que a pontualidade das operações "rapidamente voltasse à média normal de 90%”.

O executivo destacou ainda o reconhecimento de sindicatos de pilotos na Irlanda, Reino Unido, Espanha, Alemanha, Itália, Portugal, Bélgica e França, perspectivando que o mesmo irá acontecer com os sindicatos de tripulantes de cabine.

Michael O'Leary prevê que o reconhecimento dos sindicatos irá aumentar a complexidade do negócio, poderá causar rupturas no curto prazo e criar relações públicas negativas, mas "não alterará a nossa liderança em custos na aviação europeia ou mudará o nosso plano para crescer até 200 milhões de tráfego anual até 2024”.

O CEO da Ryanair perspectiva fechar o ano fiscal completo de 2018 com um aumento do número de passageiros em 8%, para 130 milhões, mais um milhão do que perspectivava inicialmente, com as tarifas a cair "pelo menos 3%" e os gastos em ancillaries por passageiro a aumentar 2%.

Para os resultados do ano completo de 2019, Michael O'Leary sublinha que a Ryanair "não partilha o optimismo dos concorrentes e comentadores de mercado sobre o aumento das tarifas no Verão de 2018".

O CEO da low cost prevê que o tráfego suba 6% para 138 milhões, embora as suas estimativas sejam de que as tarifas para o Verão continuem sob pressão, devido ao aumento de custos com combustível e pessoal e à continuação da incerteza sobre o Brexit.


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