Reino Unido termina proibição de voos para Sharm el-Sheikh

23-10-2019 (15h32)

Foto: www.egypt.travel
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O Governo britânico levantou a proibição de voos directos para Sharm el-Sheikh, Egipto, ordenada após um atentado contra um avião russo em 2015, anunciou a embaixada em comunicado.

O Governo britânico informou as companhias aéreas “que já não aconselha que se evitem os voos em direcção ao aeroporto de Sharm el-Sheikh”, indica o comunicado.

A proibição foi decretada por Londres após o atentado, em Outubro de 2015, contra um avião russo que transportava veraneantes para Sharm el-Sheikh, uma estância turística no Mar Vermelho, que provocou 244 mortos.

“O Reino Unido fez saber claramente que os voos para Sharm el-Sheikh seriam retomados quando a situação o permitisse”, considerou Andrew Murrison, ministro britânico para o Médio Oriente e África do Norte, citado no comunicado.

“Fico feliz por saber que podemos anunciar hoje o levantamento das actuais restrições”, acrescentou.

Pouco após este anúncio, os ministérios egípcios da Aviação civil e do Turismo emitiram comunicados onde se congratulam com a decisão.

A ministra do Turismo, Rania al-Mashat, considerou designadamente que este anúncio vai recompensar “os esforços efetuados pelo Governo egípcio para garantir a segurança de todos os visitantes em cada destinação egípcia”.

O grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI) reivindicou o ataque de 2015 contra o avião da companhia russa Metrojet que transportava sobretudo cidadãos russos.

Após o atentado, Moscovo também proibiu os voos directos para todo o território egípcio. Em Abril de 2018, a Rússia anunciou o recomeço dos voos para o Cairo, mas não para Sharm el-Sheikh.

Em 2015, britânicos e russos incluíam-se entre os mais importantes contingentes de turistas que optavam por esta estação balnear. O atentado de 2015 teve efeitos devastadores na indústria turística egípcia, já em declínio após os anos de instabilidade política e os atentados que se seguiram à revolta de 2011 e à queda do presidente Hosni Mubarak, o golpe que afastou o seu sucessor eleito Mohamed Morsi em 2013, com o aumento da repressão, e a guerra sem tréguas que se instalou na península do Sinai.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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