Lufthansa responsabiliza excesso de capacidade na Europa pela quebra de resultados

17-06-2019 (15h15)

Foto: Lufthansa
Foto: Lufthansa

O grupo Lufthansa, maior grupo de aviação da Europa em número de passageiros e em tráfego medido em RPK (passageiros x quilómetros voados), responsabiliza um alegado excesso de capacidade na Europa por uma evolução pior do que previa, mas os seus dados mostram que a subsidiária mais problemática é a Eurowings, que até era identificada com o negócio de voos de longo curso low cost.

“Na Eurowings, espera-se que a receita unitária [receita de passagens por lugar voado um quilómetro) cai significativamente no segundo trimestre de 2019” e para o conjunto deste ano, a previsão é que a quebra fique na ordem dos 5%, na medida que a sua gestão decidiu mais medidas de turnaround que serão anunciadas proximamente, diz o comunicado divulgado pelo grupo.

Esta evolução da Eurowings é, porém, apenas uma das questões elencadas pelo grupo Lufthansa para justificar a revisão em baixa da sua previsão de resultados operacionais este ano (para ver mais clique: Lufthansa alarma mercados com revisão em forte baixa da previsão de resultados).

Uma degradação do mercado de voos de curto e médio curso, devido a sobrecapacidade “provocada por companhias dispostas a aceitas perdas significativas para expandirem a sua quota de mercado”, é a primeira causa apontada pelo grupo Lufthansa que, a despeito dessa apreciação, promete “defender vigorosamente” as quotas de mercado, tanta das companhias de rede quanto da Eurowings.

A comunicação da Lufthansa realça que essa ‘luta por quota de mercado’ degrada os yields (preço médio por quilómetro voado), que afecta igualmente as linhas de longo curso, se bem que o grupo considere que o seu negócio neste segmento “continua forte”, com “desempenho especialmente positivo” nas linhas transatlânticas e procura “elevada” nas linhas da Ásia.

Só que, acrescenta, “a força no longo curso, porém, está a ser penalizada por pressões de preço na Europa, onde a procura tornou-se crescentemente sensível ao preço, resultando em baixos yields”.

A resposta das suas companhias de rede vai ser reduzir ainda mais os seus planos de evolução da capacidade, especialmente para o Inverno 2019/2020, para o qual têm previsto apenas um aumento “marginal”.

Ainda assim, a sua previsão é que o grupo das suas companhias de rede registe este ano um decréscimo de um dígito baixo da sua receita unitária ajustada de efeitos cambiais.

 

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