Lufthansa recupera no segundo trimestre mas sem sair do ‘vermelho’ no semestre

30-07-2019 (16h35)

O grupo Lufthansa revelou hoje que voltou aos lucros no segundo trimestre, tendo ganho 226 milhões de euros, depois de ter perdido 342 milhões no primeiro trimestre, mas que não evita prejuízo no balanço do semestre, no montante de 116 milhões.

O grupo, constituído pelas companhias de rede Lufthansa German Airlines, Swiss e Austrian, bem como pela companhias ponto a ponto Eurowings e Brussels, que estão em reestruturação (clique para ler: Grupo Lufthansa ‘enterra’ projecto “família WINGS” e Lufthansa responsabiliza excesso de capacidade na Europa pela quebra de resultados), e renova a análise divulgada em Junho, de que “a principal razão” para o desempenho  no semestre é “a difícil situação de mercado na Europa”, a que acresce os aumentos de custos com combustíveis e manutenção.

“Enquanto o negócio longo curso continuou a evoluir fortemente, especialmente nas rotas transatlânticas e asiáticas, excesso de capacidade a nível global e crescente concorrência de companhias low cost que tentam ganhar quota de mercado com preços baixos estão a provocar fortes pressões de preços no tráfego europeu”, dizem os administradores do grupo Lufthansa no balanço sobre o segundo trimestre.

O balanço, por sua vez, especifica que o problema com os yields na Europa é “particularmente [na] Alemanha e Áustria”, dois os seus principais “home markets” que, diz, estão sob pressão por excesso de capacidade a nível global, “concorrência agressiva e procura crescentemente sensível a preços”.

E os seus dados revelam que a evolução desfavorável dos yields (preço por quilómetro voado) lhes custou 583 milhões de euros, o que equivale a 87,5% do aumento de proveitos por crescimento do tráfego (mais 666 milhões de euros), levando a que o aumento das receitas de tráfego tenha ficado em cerca de 2,5% ou 326 milhões de euros e porque teve um ganho de 243 milhões de euros com flutuações cambiais.

O grupo indicou que embora tenha reduzido no segundo trimestre a queda do yield a 0,8% (-2,8% excluindo variações cambiais, que foram favoráveis), no semestre ainda tem uma quebra em 1,7% (-3,7% excluindo flutuações cambiais).

As receitas de tráfego foram assim insuficientes para compensar o aumento de custos operacionais em 8%, para 18.308 milhões de euros, nomeadamente com combustíveis, que aumentaram 16% ou 449 milhões de euros, para 3.225 milhões, mas não prelo preço, que até reduziu a factura em 141 milhões, mas sim pelo Hedging e variações cambiais, que agravaram o custo em 284 milhões e 205 milhões, respectivamente, a que acresce uma subida de 101 milhões pelo maior volume utilizado devido ao aumento da operação em 3,5% em número de voos e em 4,9% em ASK (do inglês para lugares x quilómetros voados).

O grupo apresentou assim um resultado operacional no semestre de 761 milhões de euros no segundo trimestre, com o qual no semestre atinge 417 milhões, ainda assim 60% abaixo do lucro operacional da primeira metade de 2018.

Ver também:

Queda de yields na América do Sul agravou-se para 20,1% no segundo trimestre

 

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