FMI revê em alta previsões de crescimento do PIB português este ano e em 2020

15-10-2019 (15h18)

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu hoje em alta as previsões para a economia portuguesa, prognosticando crescimento em 1,9% este ano e em 1,6% em 2020, enquanto para a Zona Euro e para o PIB mundial fez revisões em baixa.

Com a esta revisão, o FMI alinha as suas previsões para este ano com as do Governo, mas mantêm-se menos optimista para 2020, porque o Governo prevê crescimento do PIB em 1,9% para ambos os anos.

Assim, embora tenha melhorado as previsões em 0,1 pontos percentuais face às anteriores projecções feitas para Portugal para 2020, o FMI continua a estimar um abrandamento da economia para 1,6% no próximo ano.

As previsões constam do World Economic Outlook (WEO), hoje divulgado, no qual o FMI também antecipa uma queda da taxa de desemprego portuguesa para 6,1% este ano (6,2% na anterior estimativa) e 5,6% em 2020 (5,7% na anterior estimativa), inferior à previsão do Governo, de 6,6% e 6,3%, respectivamente.

Para o défice da balança corrente, a instituição liderada por Kristalina Georgieva espera que se fixe nos 0,6% do PIB em 2019 e 0,7% em 2020, mantendo a previsão para este ano, mas piorando em 0,2 pontos percentuais a projecção para 2020.

O Governo espera um défice orçamental de 0,2% do PIB, depois dos 0,5% verificados em 2018, o melhor registo da democracia e abaixo do previsto pelo executivo.

No WEO, o FMI reviu em baixa a estimativa para o crescimento do PIB mundial para 3% em 2019, menos 0,3 pontos percentuais face à anterior estimativa, sinalizando que este abrandamento se encontra ao nível mais baixo desde a última crise financeira, e para 3,4% em 2020, menos 0,2 pontos percentuais.

Já para a zona euro, a instituição com sede em Washington, piorou em 0,1 pontos percentuais as projecções de crescimento para 2019 e 2020, respectivamente para 1,2% e para 1,4%.

De acordo com a actualização do seu World Economic Outlook (WEO) hoje divulgada, o crescimento da zona euro foi revisto em baixa devido ao abrandamento das exportações e face ao actual contexto de “incerteza” quanto ao impacto da saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit).

A instituição liderada por Kristalina Georgieva indicou que a economia da zona euro registou um crescimento mais forte no primeiro semestre deste ano, do que no segundo semestre de 2018, sinalizando que, no entanto, a economia alemã contraiu no segundo trimestre, com uma descida da actividade industrial, e que as fracas exportações têm afectado a actividade da região, enquanto a procura interna se tem mantido estável.

O WEO revê assim em ligeira baixa as previsões de crescimento da Alemanha e de França, respectivamente para 0,5% e 1,2% em 2019 e para 1,2% e 1,3% em 2020.

Itália teve igualmente com uma revisão em baixa do seu crescimento (para 0,0% em 2019 e 0,5% em 2020), devido ao abrandamento do consumo e ao enfraquecimento do ambiente externo, assim com Espanha, que passa de um crescimento de 2,6% em 2018 para uma projecção de crescimento de 2,2% em 2019 e 1,8% em 2020.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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