easyJet declara-se “mais cautelosa” relativamente ao segundo semestre

01-04-2019 (15h48)

A easyJet, segunda maior low cost europeia, que em Portugal voa para os aeroportos de Lisboa, Porto, Faro e Funchal, revelou hoje que está “mais cautelosa” relativamente às perspectivas para o segunda semestre, invocando um quadro de “incerteza macroeconómica e muitas questões sem resposta em torno do Brexit”.

Esse quadro resulta em crescente ‘macieza’ dos yields (preço médio por quilómetro voado) no Reino Unido e na Europa Continental, acrescenta a companhia, que conclui que “dada esta incerteza” as suas perspectivas para o seu segundo semestre (de 1 de Abril a 30 de Setembro) são agora “mais cautelosas”.

A easyJet divulgou hoje uma informação relativa à sua actividade no primeiro semestre (1 de Outubro a 31 de Março), na qual começa por confirmar a perspectiva de uma prejuízo no período de 275 milhões de libras (cerca de 319,2 milhões de euros ao câmbio de hoje) a despeito de um aumento das receitas em 7,3%, para 2.340 milhões de libras (2,7 mil milhões de euros).

Esse aumento, porém, como indica, fica aquém do aumento de capacidade, que foi na ordem de 14,5%, alcançando um total de 46,2 milhões de lugares, enquanto o número de passageiros foi de 42 milhões.

A empresa adiantou ainda que calcula ter sofrido uma quebra em cerca de 7,4% da receita por lugar a câmbios constantes, realçando que é sensivelmente em linha com  que tinha antecipado, e destacando que a comparação com o período de 2018 é penalizada, entre outros factores, pela Páscoa tardia este ano.

Entre os factores penalizadores do balanço do primeiro semestre a easyJet aponta ainda os custos de combustível, que diz esperar apresentem um aumento em 18,8%, acrescentando também prevê um “modesto aumento” dos outros custos, especificando que espera que tenham aumentado cerca de 1,4% a câmbios constantes.

A easyJet, que enfatiza já ter garantido que continuará as suas operações depois do Brexit e que avança já ter 49,92% do seu capital na posse de accionistas europeus não britânicos, especifica que calcula ter tido impactos negativos no semestre de 37 milhões de libras pelo aumento do combustível e oito milhões por flutuações cambiais desfavoráveis.

 

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