Companhias aéreas querem controlo de passageiros mais rápido e menos taxas

06-03-2018 (17h25)

O’Leary aponta Lisboa como uma das cidades onde a concorrência é estrangulada

As maiores companhias de aviação da União Europeia (UE) reclamaram hoje menos impostos e mais investimento público para o sector, com aeroportos mais eficientes em vez de obras de arquitectura que aumentam as tarifas.

“Os nossos clientes querem menos palácios de mármore”, declarou o presidente da companhia aérea irlandesa de baixo custo Ryanair, Michael O'Leary, na reunião anual da associação europeia Airlines for Europe (A4E), que reúne 15 companhias aéreas que concentram 75% do tráfego de passageiros na UE, entre elas a TAP.

O'Leary, que fez idêntica crítica ao projecto da ANA/Vinci para o aeroporto do Montijo, afirmou que “os aeroportos tomam decisões sem consultar as companhias aéreas” e cobram por novas infra-estruturas, o que acaba por reflectir-se nas tarifas aplicadas aos passageiros.

Segundo a agência EFE, citada pela Lusa, o presidente da Ryanair atacou também a cultura de monopólio dos aeroportos em “muitas cidades” e apontou Lisboa, Amesterdão ou Varsóvia como casos onde, em sua opinião, se impede que surjam aeroportos secundários que tornariam o sector mais competitivo.

As companhias aéreas lançaram também um apelo para que até ao Verão se consiga uma maior fluidez nos postos de controlo fronteiriço dos aeroportos, uma vez que o reforço das regras de controlo de identidade e a insuficiência de meios levaram a “um aumento de 300%” do número de atrasos em voos no ano passado, disse Thomas Reynaert, director da associação.

“Com o período estival muito preenchido a aproximar-se, temos de aprender com a experiência inaceitável do ano passado, em particular nas fronteiras europeias”, afirmou Thomas Reynaert, presidente da associação.

As companhias aéreas reclamam mais investimento em sistemas de controlo automático de passaportes e mais pessoal.

Outra das exigências passa pela eliminação de 6.000 milhões de euros em taxas que os passageiros pagaram em 2017, o que para o presidente da britânica easyJet, Johan Lundgren, aumentaria a actividade económica e permitira criar empregos.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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