Associação de pilotos europeus critica Ryanair por segundo Verão consecutivo de instabilidade laboral

09-08-2019 (12h41)

Foto: Ryanair
Foto: Ryanair

A Associação Europeia de Cockpit (ECA), que representa 40 mil pilotos europeus, criticou hoje a instabilidade laboral na companhia aérea Ryanair, situação que se repete pelo segundo Verão consecutivo e “pelos mesmos motivos”.

“Este será o segundo Verão consecutivo de agitação social na Ryanair e as causas parecem semelhantes e familiares às do ano passado: a incapacidade da Ryanair em realizar um verdadeiro diálogo social com os seus funcionários”, lamenta a ECA (sigla em inglês) em comunicado hoje divulgado.

Citado no comunicado, o secretário-geral da ECA, Philip von Schöppenthau, defende que “um ano foi suficiente para a Ryanair adquirir e desenvolver duas novas companhias aéreas - a Malta Air e a Ryanair Sun na Polónia - e comprar uma terceira – a Laudamotion na Áustria -”, mas “não conseguiu negociar os tão esperados acordos colectivos de trabalho com a sua tripulação em vários países importantes”.

Portugal, Itália e Bélgica foram os únicos países da União Europeia (UE) onde, até agora, foram assinados acordos colectivos de trabalho para os pilotos da Ryanair, deixando vários Estados-membros e muitos profissionais de fora.

“A melhoria das relações com os funcionários parece, claramente, ter passado a ser uma prioridade menor” para a companhia, critica Philip von Schöppenthau.

Além da instabilidade, a ECA denuncia a actual “abordagem favorita” da Ryanair, a “do confronto”, que assenta em avisos sobre despedimentos e fecho de bases aéreas em vários países da UE, entre os quais Portugal, onde, segundo o SNPVAC, já comunicou que vai fechar a base em Faro (para ler mais clique: SNPVAC anuncia que Ryanair comunicou hoje que encerra base em Faro a partir de Janeiro).

A 1 de Agosto, a Ryanair admitiu que poderá despedir até 500 pilotos e 400 tripulantes de cabine na UE, devido ao impacto do Brexit, ao aumento do preço dos combustíveis e ao atraso na entrega de aviões Boeing 737 Max.

“Há mais de um ano, a Ryanair comprometeu-se a implementar a legislação laboral local, a negociar acordos colectivos de trabalho significativos para toda a sua tripulação e anunciou que daria a possibilidade de os trabalhadores externos serem contratados directamente”, mas “este compromisso ainda não foi cumprido”, lamenta ainda a ECA.

Criada em 1991, a ECA está sediada em Bruxelas, representando mais de 40 mil pilotos europeus de 33 países ao nível da UE.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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