Air France ‘aguenta’ longo curso do grupo, mas sem evitar quedas generalizadas de ocupação

08-03-2019 (19h42)

Foto Air France
Foto Air France

O grupo Air France KLM, que reclama ser o maior grupo de aviação da Europa em voos de longo curso, teve em Fevereiro um ‘magro’ crescimento do tráfego em RPK (passageiros x quilómetros voados) nestas ligações, porque gerado exclusivamente pela companhia francesa, uma vez que a holandesa teve quebra.

Os dados publicados hoje pelo grupo indicam um crescimento do tráfego em voos de longo curso em 1,8% nos primeiros dois meses deste ano, suportado por um aumento em 3,6% na Air France, enquanto a KLM teve uma quebra em 1,3%.

Dessa forma, e como o aumento médio de capacidade (em ASK = lugares x quilómetros voados) de longo curso foi de 2,5%, a taxa média de ocupação do voos deste segmentos caiu 0,6 pontos, para 87,3%, com -1,4 pontos nas linhas da América do Norte, para 84,4%, -1,5 pontos nas linhas da América Latina, para 90,8%, -0,3 pontos nas linhas da Ásia e Pacífico, para 89,9%, e -0,3 pontos também nas linhas de África e Médio Oriente, para 81,6%.

A excepção foi, pois, um aumento da taxa de ocupação nas linhas das Caraíbas e Oceano Índico, em que a taxa de ocupação média subiu 0,5 pontos, para 89,6%.

Por companhias, a informação indica quedas de ocupação de 0,9 pontos nos voos de longo curso da Air France, para 86,4%, e de 0,1 pontos na KLM, para 88,7%.

Ainda assim, o grupo apresentou um decréscimo da taxa média de ocupação da totalidade da sua rede em apenas 0,3 pontos, para 86,3%, com 84,9% ma Air France, em queda de 0,5 pontos, 87,6% na KLM, em queda de 0,2 pontos, e 90,90% na Transavia, ligeiramente melhor que no período homólogo de 2018.

A low cost do grupo, de acordo com os dados publicados, foi responsável por 32,3% do crescimento do tráfego do grupo nos primeiros dois meses, atingindo 70,2% quando se cinge aos voos de médio curso, que é o único segmento em que actua.

A informação do grupo indica que a Transavia teve um crescimento médio do tráfego em RPK de 11,5% nos primeiros dois meses do ano, que compara com +2,1% nas companhias de rede, com +2,5% na Air France e +1,6% na KLM.

Em número de passageiros embarcados, o balanço do grupo indica um aumento em 2,7% ou 385 mil nos primeiros dois meses do ano, para 14,39 milhões, com 7,65 milhões na Air France, +2,8% ou mais 209 que no período homólogo de 2018, 4,978 milhões na KLM, em alta de 1,3% ou 65 mil, e 1,756 milhões na Transavia, em alta de 6,7% ou 110 mil.

Por segmentos de rede, os dados do grupo indicam 10,137 milhões de passageiros e voos de médio curso, com um crescimento em 3,4% ou 332 mil, e 4,252 milhões do longo curso, +1,2% ou mais 52 mil que há um ano.

Este aumento compreende mais 34 mil passageiros nas rotas da América do Norte (+3,3%, para 1,04 milhões), mais 47 mil nas linhas da América Latina (+8,3%, para 617 mil), mais 13 mil nas linhas da Ásia e Pacífico (+1,2%, para 1,028 milhões), menos 15 mil nas linhas de África e Médio Oriente (-1,7%,para 886 mil) e menos 27 mil nas linhas das Caraíbas e Oceano Índico (-3,7%, para 681 mil).

 

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