Ryanair inicia processo para despedir 512 funcionários em Espanha

26-08-2019 (16h24)

Foto: Ryanair
Foto: Ryanair

A Ryanair inciou um processo de despedimento colectivo que poderá afectar cerca de 512 tripulantes de cabina e pilotos em Espanha, onde confirmou o encerramento das bases de Las Palmas, Tenerife Sul, Lanzarote e Girona, para o próximo dia 8 de Janeiro, segundo avançou o sindicato USO.

O comunicado, citado na imprensa espanhola, indica que o despedimento abrange 164 pessoas em Girona, 156 em Tenerife Sul, 110 em Las Palmas e 82 em Lanzarote.

Citado na nota de imprensa, o secretário do sindicato USO, Jairo Gonzalo, confirmou que os funcionários receberam uma notificação da Ryanair quando o sindicato estava reunido com a direcção da companhia aérea para chegar a acordo sobre os serviços mínimos para dez dias de greve convocados para Setembro.

Jairo Gonzalo avança que enquanto estavam reunidos com a direcção da companhia “os responsáveis de recursos humanos da Ryanair, Crewlink e Workforce enviavam e-mails às equipas a anunciar o encerramento das bases”.

A transportadora irlandesa justifica o encerramento das bases com o atraso das entregas dos aviões B737 Max, com os efeitos do Brexit e com a quebra dos lucros nos últimos dois anos (ver também: Atraso do B737 MAX ‘vai custar’ cinco milhões de passageiros à Ryanair em 2020/2021).

O sindicato USO, porém, defende que a companhia está a desmantelar as bases em Espanha porque aplicar a legislação laboral espanhola é mais caro do que contratar novas tripulações através de outras empresas onde as condições são mais precárias.

Os tripulantes de cabina da Ryanair vão estar em greve nos dias 1, 2, 6, 8, 13, 15, 20, 22, 27 e 29 de Setembro, contra os despedimentos e encerramentos de bases.

A companhia aérea assegura que, apesar do encerramento das bases, “nenhuma rota será afectada”, porque os destinos serão servidos por voos a partir de outras bases.

 

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