Primeiro-ministro espanhol adverte que “o pior está para chegar”

22-03-2020 (19h23)

Foto: Pool Moncloa / Borja Puig de la Bellacasa
Foto: Pool Moncloa / Borja Puig de la Bellacasa

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, advertiu hoje os espanhóis que se preparem para o impacto da pandemia de covid-19 testar os limites da capacidade do país.

“O pior está por chegar”, enfatizou o chefe do Governo espanhol que prognosticou que o país vai ter que enfrentar “a onda mais dura” da pandemia.

“Temos que chegar ao fim da próxima semana muito fortes”, enfatizou Pedro Sanchez que lembrou que o confinamento é uma medida para “ganhar tempo para preparar o sistema de saúde”.

Espanha é um dos países mais abalado pela pandemia, com 394 mortos só nas nas últimas 24 horas, durante as quais teve um aumento de 3.646 doentes infectados.

Segundo o Ministério da Saúde espanhol, desde o início da pandemia, o país teve um total de 28.572 doentes infectados pelo novo coronavírus, 1.720 deles morreram e 2.125 foram curados.

A região mais atingida é a da capital, Madrid, com 9.702 infectados e 1.021 mortos, seguida por Catalunha, com 4.704 infectados e 191 mortos, País Basco, com 2.097 infectados e 97 mortos, e Castela-Mancha, com 1.819 infectados e 112 mortos.

Relativamente aos dados de sábado verifica-se uma diminuição de 1.300 novos infectados e um aumento de 70 mortos.

A informação indica também 1.785 doentes estão internados em unidades de cuidados intensivos, mais 173 do que no Sábado.

Entre as comunidades autónomas que fazem fronteira com Portugal, a da Galiza teve até agora 915 casos e 12 mortes, Castela e Leão teve 1.744 infectados e 74 mortes, Estremadura teve 384 infectados e 14 mortes e a Andaluzia teve 1.725 infectados e 47 mortes.

Espanha é o terceiro país com mais casos da covid-19, a seguir à China e à Itália e depois de ter ultrapassado o Irão.

O Governo espanhol já avançou que perspectiva prolongar o estado de emergência por mais 15 dias, a partir do próximo Sábado, 28 de Março.

O executivo vai assim pedir autorização ao parlamento para prorrogar a situação excecional em que o país vive desde 14 de Março e que inclui medidas como a proibição de todos os cidadãos de andarem na rua, a não ser que seja para irem trabalhar, comprar comida ou à farmácia.

Pedro Sánchez reforçou o apelo para a toda a população ficar em casa”, avisando que apesar das medidas já tomadas, “infelizmente os casos diagnosticados e o número de mortes vão aumentar nos próximos dias, que, enfatizou, serão muito difíceis”.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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