Ministro brasileiro diz que Governo não pretende interromper fusão Embraer/Boeing

08-01-2019 (17h51)

Foto: Embraer
Foto: Embraer

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional do Brasil (GSI), general Augusto Heleno, afirmou que o Governo não pensa interromper a fusão entre as fabricantes de aeronaves Embraer e Boeing, após dúvidas levantadas pelo Presidente, Jair Bolsonaro.

"Não se está a pensar em interromper essa negociação, não”, afirmou o general Augusto Heleno, citado pelo jornal Folha de S. Paulo.

“Isso envolve um património físico, um património aeronáutico. Dentro desse património aeronáutico, existe uma preocupação muito grande com o património tecnológico, que foi conseguido a duras penas ao longo de muitos anos e que nós não pretendemos perder. Mas isso pode ser equacionado”, acrescentou o ministro.

A declaração aconteceu três dias após o Presidente do país, Jair Bolsonaro, ter levantado dúvidas sobre a fusão entre as duas empresas.
Numa entrevista à saída da Base Aérea de Brasília na última sexta-feira, Bolsonaro foi questionado sobre o negócio e respondeu que a proposta atual poderia afetar os interesses do país.

"Seria muito boa essa fusão [da Embraer com a Boeing], mas nós não podemos [aceitar o acordo], como está na última proposta, não é? Daqui a cinco anos, tudo pode ser repassado para o outro lado. A preocupação é essa, é um património nosso", disse Bolsonaro, sem entrar em mais detalhes.

Na entrevista, Bolsonaro referia-se a uma opção de venda de ações que garantia à empresa brasileira o direito de desfazer-se totalmente dos 20% que teria da 'joint venture' que pretende criar com a Boeing para fabricação de aeronaves comerciais.

Após as declarações do Presidente brasileiro, as ações da Embraer negociadas na Bolsa de Valores brasileira caíram 5%.

Em dezembro, a Embraer e a Boeing anunciaram que aprovaram os termos da parceria para criar uma nova empresa de aviação comercial, que ainda depende de aprovação do Governo brasileiro, que detém uma ação especial da Embraer ('golden share'), que lhe dá o direito de barrar este tipo de negociação.

A Embraer mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.

Em Portugal, no Parque de Indústria Aeronáutica de Évora funcionam duas fábricas da Embraer, sendo que a empresa também é acionista da OGMA (65%), em Alverca.

(PressTUR com Agência Lusa)

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