Governo brasileiro diz que não vai vetar acordo entre a Boeing e Embraer

11-01-2019 (13h14)

Foto: Embraer
Foto: Embraer

O Governo brasileiro disse que não exercerá o poder de veto no acordo entre a empresa aeronáutica norte-americana Boeing e a brasileira Embraer, para a criação de uma nova empresa de aviação comercial que absorve a brasileira.

"O Presidente [Jair Bolsonaro] foi informado de que foram avaliados minuciosamente os diversos cenários e que a proposta final preserva a soberania e os interesses nacionais. Diante disso, não será exercido o poder de veto ao negócio", afirma o comunicado emitido pelo Governo do Brasil, acrescentando que a decisão foi tomada após uma reunião que decorreu ontem no Palácio do Planalto, em Brasília.

Em Julho passado, a Boeing e a Embraer, que é a terceira maior fabricante de aeronaves do mundo e líder no segmento de aeronaves para voos regionais, assinaram um acordo preliminar para a formação de uma 'joint venture', uma nova empresa na área de aviação comercial, avaliada em 4,75 mil milhões de dólares (cerca de 4,17 mil milhões de euros), detida em 80% pela Boeing.

Porém, as negociações entre as duas empresas estiveram paralisadas por ordem da justiça brasileira.

O acordo precisava da aprovação do Governo brasileiro, que é dono de uma ‘golden share’ (acção especial), que dá poder de veto em decisões estratégicas sobre a Embraer, como a transferência do controlo de acções da empresa.

A Embraer mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.

Em Portugal, no Parque de Indústria Aeronáutica de Évora funcionam duas fábricas da Embraer, sendo que a empresa também é acionista da OGMA (65%), em Alverca, distrito de Lisboa.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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