Cruzeiros no Brasil fecharam 2017 em recuperação, mas sem evitar quebra de 4,2%

23-04-2018 (15h56)

O número de embarques em navios de cruzeiros no Brasil no ano passado baixou 4,2% face a 2016, apesar dos aumentos a dois dígitos nos três últimos trimestres do ano, indica um relatório elaborado pela unidade brasileira da Cruise Lines International Association (CLIA).

O estudo, divulgado pela ABAV – Associação Brasileira de Agências de Viagens, indica que apesar do decréscimo, o sector “navegou em linha com a reacção da economia nacional”, com um total de 445 mil passageiros.

“Seguindo o crescimento económico do Brasil, tivemos um primeiro trimestre de 2017 fraco (230 mil cruzeiristas) com queda de 28% em relação a 2016 (318 mil)”, começa por dizer Marco Ferraz, presidente da CLIA Brasil.

A partir do segundo trimestre, prossegue o dirigente, “com a economia brasileira também avançando, já tivemos um aumento de 26% (69 mil cruzeiristas) e no terceiro crescemos 17% (35 mil)”.

Para finalizar, no quarto trimestre, “os números realmente mostram um forte resultado, aumento de 79% (111 mil) em relação ao ano anterior”.

“O crescimento expressivo do quarto trimestre nos dá uma grande expectativa para 2018”, sublinha Marco Ferraz.

O estudo indica que no ano passado 105 mil viajantes saíram do Brasil a bordo de um navio com destino às Caraíbas, mais 4,4% que em 2016, embora os destinos mais procurados tenham sido o Panamá e a América do Sul, com 278 mil passageiros.

“Podemos observar também uma procura relevante por cruzeiristas brasileiros por águas europeias, considerando o Mediterrâneo, Países Bálticos, Ilhas Canárias e norte europeu”, destaca o presidente da CLIA Brasil, indicando que todos os destinos somados receberam 39 mil turistas brasileiros no ano passado.

A idade média dos viajantes é de 44 anos, um indicador que se manteve “estável” em relação ao ano passado.

Por outro lado, “houve um crescimento na taxa que mede o número de dias a bordo de um navio, de 6,8 para 6,9 dias, o que, segundo Marco Ferraz, “mostra que o mercado de cruzeiros no Brasil amadureceu em termos de público frequente, que busca itinerários mais longos”.

 

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