Brasileiros despedem-se de 2016 com aumento de gastos turísticos no estrangeiro em 24,8%

26-01-2017 (12h40)

Portugal já tem reflexos da mudança de tendência em especial na hotelaria

Num ano que começou com uma quebra superior a 60% e que no final dos primeiros sete meses estava com uma quebra média em 32%, o mercado emissor brasileiro acabou por ‘nem se sair mal’ com uma quebra média no ano em 16,5%, graças em grande medida ao aumento em 24,8% no último trimestre.

Os dados do Banco Central do Brasil publicados esta semana confirmam, assim, a tendência já apontada por agências e operadores turísticos brasileiros, com realce para o maior de todos, a CVC que no seu balanço de 2016 mostrou que no último trimestre do ano teve as reservas de viagens internacionais a subiram 53,2%, ampliando o aumento que já registara no terceiro trimestre (+14,6%), depois de ter começado o ano com um decréscimo de 5,9% e de no segundo trimestre ter registado uma estagnação (+0,1%).

A informação do banco central brasileiro mostra, por sua vez, que depois de quebras sucessivas a dois dígitos nos meses de Janeiro a Julho, com as quais ao fim desses primeiros sete meses do ano os gastos dos brasileiros em viagens e turismo estrangeiro estavam 3.722,8 milhões de dólares (-32%) abaixo do período homólogo de 2015, no qual, aliás, já tinham registado uma quebra de 3.234,8 milhões de dólares (-21,8%), em pleno mês das Olimpíadas do Rio de Janeiro, quando menos se esperava, surgiu uma tímida subida de 2,3%, que valeu sobretudo por ser a primeira depois de 18 meses de quedas.

O mês de Setembro manteve a tendência de Setembro, com um aumento em 2,7%, e foi Outubro, tradicionalmente um mês de férias no Brasil, que veio dar sustentabilidade à mudança, com um aumento dos gastos dos brasileiros em viagens e turismo em 41,9%, a que seguiram aumentos a dois dígitos também em Novembro (+23,9%) e Dezembro (+11,8%).

E Portugal foi um dos destinos que imediatamente começou a ver reflexos dessa mudança de tendência, quer ao nível das dormidas na hotelaria, que depois de quedas sucessivas passaram a aumentar a dois dígitos a partir de Agosto, ao ponto de em Novembro terem apresentado um aumento em 94,7% (para ler mais clique: Brasileiros quase duplicaram dormidas na hotelaria portuguesa em Novembro), quer em gastos turísticos dos seus residentes em Portugal, que, com o aumento em 7,2% em Novembro, no conjunto dos primeiros onze meses de 2016 já passaram a registar uma variação positiva, com um aumento em 3,6% ou 12,48 milhões de euros, para 363,94 milhões.

Os dados do Banco Central do Brasil indicam que, no entanto, apesar da recuperação na última parte do ano, 2016 ainda foi um ano em que os gastos dos brasileiros em viagens e turismo no estrangeiro baixaram para 14.496,91 milhões de dólares, menos 2.859,92 milhões (-16,5%) que em 2015 e menos 7.198,57 milhões (-33,2%) que em 2014.

Em resultado dessas quebras, o saldo da balança brasileira das viagens e turismo, negativo em 15.863,99 milhões de dólares em 2014, atenuou-se para 11.512,87 milhões em 2015 e para 8.473,11 milhões em 2016, representando uma queda em 3.039,76 milhões face a 2015 (-26,4%) e em 7.390,87 milhões (-46,6%) face a 2014.

A contribuição do turismo internacional no país, mesmo com a realização de grandes eventos, como as Olimpíadas, foi diminuta em comparação com o efeito da quebra dos gastos no estrangeiro.

Os dados do Banco Central do Brasil indicam que no passado o país contabilizou 6.023,8 milhões de dólares de receitas turísticas (gastos de turistas estrangeiros no país), apenas +3,1% ou mais 179,84 milhões que em 2015 e +3,3% ou mais 192,3 milhões que em 2014.

 

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