Balanço do LATAM evidencia recuperação ‘explosiva’ da aviação no Brasil

16-08-2019 (16h15)

Foto: Marcio Jumpei/LATAM
Foto: Marcio Jumpei/LATAM

O LATAM, maior grupo de aviação comercial da América Latina, cuja subsidiária brasileira, a LATAM Brasil (antiga TAM), é líder brasileira em voos internacionais, indicou que no segundo trimestre teve um aumento da receita unitária (por lugar voado um quilómetro) de 18,7%, atingindo 29,5% em reais.

A informação consta do balanço do segundo trimestre, no qual o grupo mostra que o Brasil reforçou a preponderância entre os mercados de origem das suas receitas, atingindo 38% de 2.289 milhões de dólares de proveitos de passagens e transporte de carga, quando no segundo trimestre de 2018 valera 33% de um total de 2.256 milhões de dólares.

O balanço mostra que além do Brasil ganharam preponderância em receitas, o Peru, que subiu de 6% para 8% do total.

Já a Argentina caiu de 12% para 6%, a Europa baixou de 8% para 7%.

Chile e Estados Unidos, os maiores mercados a seguir ao Brasil, mantiveram as proporções da receita do segundo trimestre de 2018, com 16% e 10% do total, respectivamente.

Estes dados permitem calcular que os proveitos de cargas e passagens do LATAM, que globalmente cresceram cerca de 1%, no mercado brasileiro cresceram cerca de 17%.

No Chile e nos Estados Unidos o grupo teve aumentos na ordem de 1%, mas na Europa, onde passou a operar também em Portugal, teve decréscimo de aproximadamente 11%.

O balanço do LATAM indica que no segundo trimestre teve receitas operacionais de 2.370 milhões de dólares, com um aumento de 0,5% em relação ao período homólogo de 2018, porque embora tendo uma subida de 3,2% em receitas de passagens, para 2.020 milhões de dólares, em carga teve um decréscimo de 10,2%, para 269 milhões, e em ‘outras' a evolução foi também em baixa, com uma queda de 19,9%, para 81 milhões de dólares.

Os custos operacionais, por sua vez, subiram 1,1%, para 2.330 milhões de dólares, principalmente pelo aumento do custo do combustível em 5,2%, para 721 milhões, por aumento da operação e não por subida do preço.

Assim, o grupo declarou 40 milhões de dólares e resultados operacionais, em baixa de 23,7%, que significou uma queda da margem operacional em 0,5 pontos, para 1,7%, mas ainda assim uma melhoria do resultado líquido, com uma redução do prejuízo em 69,8%, para 63 milhões de dólares, para a qual contou em grande medida ter passado de uma perda de 146 milhões de dólares no segundo trimestre de 2018 devido a uma perda cambial de 177,8 milhões, para um ganho de 28,1 milhões, com um ganho cambial de 24 milhões.

 

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