Azul ‘põe as fichas todas’ no crescimento do tráfego internacional

12-03-2018 (11h41)

Foto: ANA Aeroportos
Foto: ANA Aeroportos

A companhia de aviação brasileira Azul, que afirma ter direito a “41,25% do valor económico da TAP”, com a qual tem em comum o accionista de referência David Neeleman, colocou em rotas internacionais 92,2% do aumento de capacidade realizado nos primeiros dois meses deste ano, que no Brasil é época alta.

Os dados de tráfego publicados pela Azul mostram que, porém, que as operações internacionais não só apenas representam 26% do seu tráfego total, como estão a ser ‘um lastro' em aproveitamento, com uma queda da taxa de ocupação em 5,3 pontos, para 87,4%, que, no entanto, não deixa de ser ‘natural' num primeiro momento de forte aumento da capacidade.

A Azul, que ao contrário da TAP divulga os seus dados de tráfego em RPK (passageiros x quilómetros voados) e ASK (lugares x quilómetros voados), mas omite o número de passageiros embarcados (a TAP pelo contrário só divulga número de passageiros), indicou que no primeiro bimestre teve um crescimento do tráfego em 15%, com +3,2% em voos domésticos e +70% em internacionais.

A taxa média de ocupação foi de 83%, em alta de um ponto, com 81,6% em voos domésticos, nos quais teve uma subida de 1,6 pontos, enquanto nos internacionais teve uma queda de 5,3 pontos, para 92,7%.

Apesar do Carnaval em Fevereiro, neste mês a Azul, que se apresenta como "a maior companhia aérea do Brasil em número de destinos e descolagens", apenas aumentou a capacidade em voos domésticos em 1,3%, enquanto em internacionais, de que a sua única rota europeia é Viracopos - Lisboa, subiu 92,7%.

O crescimento médio da companhia em Fevereiro foi de 16,3%, com +3,9% em voos domésticos e +74,9% em internacionais.

A taxa média de ocupação dos voos foi de 80,1%, a subir 0,8 pontos, pelo aumento em dois pontos nos voos domésticos, para 79,2%, que compensou a queda de 8,4 pontos nos internacionais, para 82,7%.

 

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