Aumentos de custos de combustível e pessoal ‘cortam’ lucro da Azul em 20%

13-05-2019 (15h48)

Foto: ANA Aeroportos
Foto: ANA Aeroportos

A companhia de aviação brasileira Azul, accionista indirecta da TAP, declarou uma quebra do lucro líquido em 20% no primeiro trimestre, apesar de um aumento da receita em 16%, designadamente pelos acréscimos de custos com combustíveis e com pessoal.

O balanço da empresa relativo aos primeiros três meses deste ano indica que a sua receita líquida cresceu 16%, para 2.542 milhões de reais (cerca de 571 milhões de euros ao câmbio de hoje), nomeadamente pelo aumento em 15,3% dos proveitos de transporte de passageiros, que totalizaram 2.434,4 milhões (546,8 milhões de euros).

O documento também mostra que, porém, os custos e despesas operacionais subiram mais, tendo um aumento em 21,3%, para 2.206,4 milhões de reais (495,6 milhões de euros), com realce para a subida da factura de combustíveis em 20,8%, para 697,4 milhões de reais (156,6 milhões de euros), e para o aumento da rubrica salários e benefícios, que subiu 37,1%, para 457,6 milhões de reais (102,8 milhões de euros).

Desta forma, o resultado operacional caiu 10,1%,para 335,6 milhões de reais (75,4 milhões de euros) e depois do resultado financeiro, a empresa tem uma quebra do resultado antes de impostos e contribuição social em 60,3%, para 76,7 milhões (17,2 milhões de euros).

O resultado líquido beneficia, porém, da evolução da rubrica “imposto de renda e contribuição social diferido”, que de um encargo de 19,4 milhões de reais no primeiro trimestre de 2018 passou para um benefício de 61,4 milhões no período homólogo deste ano.

O balanço publicado pela Azul indica adicionalmente que a companhia teve um aumento de passageiros em 13,4% no trimestre, somando um total de 6,368 milhões, e especifica que o crescimento em RPK (passageiros x quilómetros voados) foi de 15,6%, o que ainda assim não lhe evitou uma redução da taxa média de ocupação dos voos em 0,3 pontos, para 81,9%.

Além dessa redução da taxa de ocupação, a Azul indica que o seu yield (preço médio por quilómetro voado) baixou 0,3%, levando a uma quebra da receita unitária de passageiros (receita de passagens por lugar voado um quilómetro) em 0,6%.

A agravar esse decréscimo a Azul teve um aumento do custo médio por lugar voado um quilómetros em 4,6%, com +4,8% no custo médio excluindo combustível.

 

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