Administração da Azul avalia que teve “um excelente ano” em 2017

08-03-2018 (17h52)

Foto: ANA Aeroportos
Foto: ANA Aeroportos

A Azul, que como a TAP tem David Neeleman como accionista de referência, informou hoje que em 2017 teve um aumento do resultado operacional (EBIT) em 151,3%, com o qual saiu de um prejuízo de 126,3 milhões de reais em 2016 para 529 milhões (132,1 milhões de euros) de lucro em 2017.

A informação publicada pela companhia indica que para um crescimento do tráfego medidos em RPK (do inglês para passageiros x quilómetros voados) em 12,7% teve um aumento da receita líquida em 16,8%, para 7.789,5 milhões de reais (1.945,4 milhões de euros).

"O ano de 2017 foi um excelente ano para a Azul, e gostaria de começar parabenizando e agradecendo nossos tripulantes pelo óptimo desempenho. Atingimos uma das maiores margens nas Américas, mantendo o foco em oferecer a melhor experiência de voo para nossos clientes e o melhor desempenho operacional", começa por afirmar John Rodgerson, presidente da Azul, nos seus comentários ao exercício.

John Rodgerson realça ainda que a Azul aumentou em 2017 a capacidade (em ASK, do inglês para lugares x quilómetros voados) em 10,6%, "principalmente devido à nossa estratégia de substituição de frota", e a receita cresceu mais fortemente, em 16,8%, em função de um aumento da receita unitária (ou RASK, do inglês para receita por ASK) 5,6%.

O executivo realça, a esse propósito que a melhoria da receita unitária foi ainda mais forte no último trimestre, em que a subida foi em 9,1%, gerada por um aumento do yield (preço médio por quilómetro voado) em 6,7%, e simultaneamente uma subida da taxa média de ocupação dos voos em 1,9 pontos.

Assim, enquanto a receita por ASK subiu 9,1%, o aumento do custo unitário (CASK) foi em3,8%, proporcionando um aumento da margem RASK - CASK em 63,1%.

No ano, esse aumento foi ainda mais forte, em 127,1%, porque para um aumento do RASK em 5,6%, a companhia teve um decréscimo do CASK em 1%.

Mas os dados da Azul também mostram que a evolução em alta do RASK em 5,6% se deveu em grande medida à subida em 12% nas outras receitas, "principalmente devido ao aumento de 60% nas receitas de cargas e ao crescimento nas receitas auxiliares de passageiros e nas tarifas de bagagens", enquanto nas receitas de passagens a subida foi de 4,6%.

A informação mostra que enquanto no 4º trimestre o yield da Azul subiu 6,7%, o aumento médio no ano foi em 1,6%, e, assim, a subida da receita unitária no ano ficou a dever-se em maior medida à subida da taxa média de ocupação dos voos, que aumentou 2,3 pontos, enquanto no 4º trimestre o aumento foi de 1,9 pontos.

 

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