Turismo de Portugal quer maior estada média dos chineses em Portugal

31-08-2019 (15h04)

Imagem: Beijing Capital Airlines
Imagem: Beijing Capital Airlines

Um dos objectivos do Turismo de Portugal relativamente ao novo voo da Beijing Capital para Lisboa, que começou ontem, é "aumentar a estadia média" do turista chinês em Portugal, declarou Filipe Silva, administrador do Turismo de Portugal, na inauguração da rota aérea Lisboa - Xi'an - Pequim.

O responsável salientou também “a parte de compras, que é bastante sensível e apelativa”, acrescentando que “Portugal está cada vez mais capacitado não só na oferta de compras adaptadas ao turista chinês, mas também nas próprias condições em termos de 'tax free' [compras livres de impostos], que é um elemento que valorizam bastante”.

Dados do INE indicam que no primeiro semestre os estabelecimentos de alojamento turístico portugueses tiveram alojados 194,4 mil turistas residentes na China, que realizaram praticamente 301 mil dormidas.

Em número de turistas, Portugal teve um aumento da procura chinesa em 18,4%, mas em dormidas o aumento ficou em 15,9%, por efeito de um decréscimo da estada média em 2,1%, para 1,55 noites, muito aquémdo que foi referido pelo administrador do Turismo de Portugal que, segundo a Lusa, disse que a estada média “pode variar de programas 'tailor-made' de três, cinco ou sete noites” sobretudo em grupos.

A ligação inaugural do novo voo da Beijing Capital para Lisboa aterrou em Lisboa pelas 17h41 de sexta-feira, com 202 pessoas, e o regresso do avião à China partiu às 22h58, com 177 passageiros, disse à Lusa uma representante da Beijing Capital Airlines.

Presentes na cerimónia inaugural estiveram representantes da Embaixada da República Popular da China em Lisboa, da Beijing Capital Airlines e da ANA Aeroportos.

No primeiro ano que voou para Portugal, a Capital Airlines transportou mais de 80 mil passageiros, segundo dados da empresa, que indicam ainda uma taxa média de ocupação do voo de 80% nos meses mais fracos, enquanto na época alta superou os 95%.

A Capital Airlines é detida em parte pelo grupo chinês HNA, que enfrenta uma grave crise de liquidez, depois de ter fechado 2017 com uma dívida de 598 mil milhões de yuan (cerca de 77 mil milhões de euros).

Em Dezembro passado, no entanto, o outro accionista do grupo, a firma estatal Beijing Tourism Group, aumentou a sua participação na companhia aérea, através de uma injecção de capital e aquisição de parte das acções detidas pela HNA.

 

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