Casinos de Macau perdem 1,1 mil milhões de euros de receitas em 2019, 64% no último trimestre

01-01-2020 (19h21)

O ano de 2019 foi de perda de receita de jogo para os Casinos de Macau, 63,8% da qual no último trimestre, em que se acentuaram factores que afectam negativamente a actividade há meses, como os distrúrbios na vizinha Hong Kong, e situações como a visita ao território do presidente chinês Xi Jinping.

A imprensa económica internacional assinala que a visita em Dezembro do presidente chinês para as comemorações dos 20 anos de transferência da soberania de Macau de Portugal para a China traduziu-se em políticas de vistos mais restritivas, restrições às viagens e reforço das medidas de segurança nas fonteiras.

Os números da autoridade do jogo em Macau evidenciam que Dezembro foi um mês ‘catastrófico' para os Casinos de Macau, que tiveram uma quebra das receitas em 13,7% ou 403,4 milhões de euros ao câmbio de hoje, que equivale a quase 35% da queda total no ano, que foi de 3,4% ou 1,15 mil milhões de euros.

A informação mostra que de facto o último trimestre do ano foi determinante para a dimensão da queda no ano, com um decréscimo de 8,4% ou 737,1 milhões de euros.

A imprensa internacional assinala que também as ondas de violência em Hong Kong têm sido dissuasoras da procura dos Casinos de Macau e nomeadamente dos denominados jogadores vip, com jogos organizados por junkets e apostas milionárias.

Ainda assim, com 32,5 mil milhões de euros de receitas do jogo no ano passado, os Casinos de Macau tiveram o seu 5º melhor ano de sempre, atrás apenas de 2018, em 3,4%, 2014, em 16,8%, 2013, em 18,9%, e 2012, em 3,8%.

 

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