Capital Airlines pede para ter voo directo entre o Noroeste da China e Lisboa

11-10-2018 (13h39)

Imagem: Beijing Capital Airlines
Imagem: Beijing Capital Airlines

A companhia de aviação chinesa Capital Airlines, do grupo Hainan, pediu autorização às autoridades chinesas para iniciar um voo directo entre Xi'an, célebre nomeadamente pelo 'Exército de Terracota', e Lisboa, depois de ter suspendido, este mês, o voo Hangzhou - Pequim - Lisboa, que era o único a ligar os dois países.

Um comunicado da Administração da Aviação Civil da China, citado pela Agência Lusa, indica que a empresa quer arrancar com o novo voo ainda em Dezembro deste ano.

A informação pormenoriza que a rota terá dois voos por semana e ficará em aviões Airbus A330, com capacidade máxima para 440 passageiros, caso tenha apenas uma classe.

Com cerca de 12 milhões de habitantes, Xi'an é a capital da província de Shaanxi, a cerca de mil quilómetros de Pequim.

Trata-se de uma das mais importantes cidades da China Antiga, servindo de capital ao longo de dez dinastias, incluindo os Qin (255 a 206 a.C.), Han (206 a.C. a 220 d.C.) e Tang (618 d.C. a 907 d.C.), e acolhe o 'Exército de Terracota', uma das principais atracções turísticas do país.

O pedido da Capital Airlines surge no mesmo mês em que suspendeu o voo directo, entre Hangzhou, na costa leste da China, e Lisboa, com escala em Pequim, lançado a 26 de Julho de 2017, com três voos por semana.

Contactada pela Lusa na altura em que anunciou a suspensão do voo, a empresa recusou especificar os motivos, referindo apenas “razões operacionais”.

No primeiro ano que voou para Portugal, a Capital Airlines transportou mais de 80 mil passageiros, segundo dados divulgados por altura do aniversário. A taxa média de ocupação do voo foi de 80% nos meses mais fracos, enquanto na época alta superou os 95%.

A Capital Airlines é uma das subsidiárias do grupo chinês HNA, que enfrenta uma grave crise de liquidez, depois de ter fechado o ano passado com uma dívida de 598 mil milhões de yuan (cerca de 77 mil milhões de euros), de acordo com os dados divulgados na apresentação dos resultados anuais da empresa, que é parceira de David Neeleman na Azul, na TAP e na Aigle Azur .

A escalada dos custos de financiamento desencadeou uma onda de venda de activos do grupo, que tem sido um dos principais visados das advertências das autoridades chinesas sobre “investimentos irracionais” no estrangeiro, que podem “acarretar riscos” para o sistema financeiro chinês.

No lançamento da ligação aérea, o primeiro-ministro português, António Costa, disse esperar que os voos directos Lisboa - Pequim fossem um reforço de Portugal como “grande hub intercontinental”.

A imprensa especializada realçou o facto de a Beijing Capital, ao anunciar a suspensão da rota Hangzhou - Pequim - Lisboa, não ter avançado uma data para o seu recomeço.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

Clique para mais notícias: Beijing Capital

Clique para mais notícias: Aviação

Share
Tweet
+1
Share
Comentários
Escrever comentário

Outras Notícias

Macau recebeu mais de 3,4 milhões de visitantes em Abril

23-05-2019 (12h00)

Macau somou em Abril 3,432 milhões de visitantes, mais 471,3 mil ou mais 15,9% que no mês homólogo do ano passado, de acordo com os dados oficiais divulgados hoje.

Turismo português em Macau cresceu 28,9% em Abril

23-05-2019 (11h36)

Macau recebeu mais de 1.500 turistas portugueses no mês de Abril, o que corresponde a um aumento de 28,9% face ao mês homólogo do ano passado, de acordo com os dados oficiais divulgados hoje.

RIU abre dois hotéis em “duas ilhas paradisíacas” nas Maldivas

21-05-2019 (17h21)

A RIU Hotels & Resorts tornou-se a primeira cadeia hoteleira espanhola a entrar nas Maldivas ao inaugurar dois hotéis em “duas ilhas paradisíacas”, unidas por um passadiço sobre a água, com 800 metros de comprimento.

ISEG promove debate “Macau, Turismo e Desenvolvimento” esta sexta-feira

15-05-2019 (15h05)

O Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), em Lisboa, promove esta sexta-feira um debate sobre as políticas de turismo implementadas no território nas últimas décadas e os planos da expansão económica da China.

Acordos entre Macau e Portugal podem ser alargados à Grande Baía

15-05-2019 (14h34)

O Governo de Macau anunciou que os acordos assinados com Portugal nas vertentes da educação, formação e turismo, poderão ser alargados às cidades da Grande Baía, onde vivem cerca de 70 milhões de pessoas.

Noticias mais lidas