Acordos entre Macau e Portugal podem ser alargados à Grande Baía

15-05-2019 (14h34)

O Governo de Macau anunciou que os acordos assinados com Portugal nas vertentes da educação, formação e turismo, poderão ser alargados às cidades da Grande Baía, onde vivem cerca de 70 milhões de pessoas.

Os acordos assinados na terça-feira, entre a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, e o secretário para os Assuntos Sociais de Macau, Alexis Tam, “visa promover o desenvolvimento conjunto de acções de formação e programas de graduação dupla, além de estimular a participação recíproca em workshops, seminários, conferências, reuniões, colóquios, estudos e outros projetos de interesse comum”, anunciaram hoje as autoridades de Macau em comunicado.

Estes programas conjuntos poderão “ser abertos a estudantes de toda a Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau”, indica a nota de imprensa.

A Grande Baía é o projecto de Pequim para criar uma metrópole mundial que junta as regiões administrativas especiais de Macau e de Hong Kong e nove cidades chinesas da província de Guangdong (Dongguan, Foshan, Cantão, Huizhou, Jiangmen, Shenzhen, Zhaoqing, Zhongshan e Zhuhai), numa região com cerca de 70 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) que ronda os 1,3 biliões de dólares, maior do que o PIB da Austrália, Indonésia e México, países que integram o G20.

Estes acordos foram assinados durante um fórum, que decorre no Estoril, que tem como tónica “o impacto do projecto de desenvolvimento da Grande Baía nas áreas do turismo e da educação”, apontaram as autoridades de Macau.

No dia da assinatura do memorando, a secretária de Estado do Turismo explicou à Lusa que este acordo na área de formação turística que vai levar à instalação de um pólo do Instituto de Formação Turística de Macau (IFT) no Estoril (clique para ler: Portugal e Macau assinam acordo para formação turística de alunos asiáticos).

“Vamos passar a ter ali este pólo do IFT Macau para formação de recursos humanos na área do turismo, principalmente recursos humanos asiáticos, que vão passar a ter ali um espaço para formação e para articulação e desenvolvimento de estágios também aqui em Portugal, nomeadamente junto dos hotéis portugueses”, explicou Ana Mendes Godinho.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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