Residentes nos Estados Unidos foram os turistas que mais aumentaram gastos no estrangeiro em 2017

24-04-2018 (17h11)

China manteve-se o maior emissor mundial

Os gastos dos residentes nos Estados Unidos em turismo no estrangeiro aumentaram oito mil milhões de euros em 2017, no que foi o maior aumento do ano, suplantando mesmo o dos residentes na China, que é o país nº 1 mundial em gastos turísticos, de acordo com dados divulgados hoje pela Organização Mundial do Turismo.

A informação indica que os residentes na China despenderam 228,1 mil milhões de euros em viagens e turismo no estrangeiro no ano passado, mais 108,4 mil milhões que os residentes nos EUA, cujo gasto total foi de 119,7 mil milhões.

A Alemanha manteve-se o maior emissor europeu e 3º mundial, com gastos no montante de 74,1 mil milhões de euros, já 154 mil milhões abaixo da China e também 45,6 mil milhões abaixo dos Estados Unidos.

Os residentes no Reino Unido, com gastos no montante de 56,1 mil milhões de euros, e França, com 36,7 mil milhões, completam o Top5 mundial e o Top3 europeu.

A informação divulgada hoje pela OMT (UNWTO, na sigla do inglês) realça “todos os Top25 mercados emissores divulgaram aumentos de gastos em turismo internacional em 2017” e salienta que a China consolidou a liderança mundial, assinalando que os gastos dos seus residente subiram 4,7% em moeda local, embora apenas 3% em dólares e 0,9% em euros.

Os turistas chineses, porém, são os que têm o mais baixo gasto médio por pessoa (165 euros), enquanto o gasto per capita dos turista residentes nos Estados Unidos é de 370 euros, os residentes na Alemanha despendem 895 euros os residentes no Reino Unido, 895, e os residentes em França, 565.

No Top25, os turistas com o gasto médio mais elevado em turismo no estrangeiro são os residentes em Singapura, com 3.830 euros, seguidos dos residentes em Hong Kong, com 3.040, na Noruega, com 2.690, no Kuwait, com 2.560, na Suíça com 1.790, na Bélgica, com 1.615, nos Emirados Árabes Unidos, com 1.540, na Suécia, com 1.480, na Austrália, com 1.215, e na Holanda, com 1.015.

Os que fizeram os aumentos mais fortes de gastos em turismo no estrangeiro na sua moeda local foram os residentes no Brasil, em 19,8% relativamente a 2016, que também decorre de nesse ano terem registado uma quebra em 12,3%, seguidos pelos residentes na Suécia, com +14,2%, na Rússia, com +12,8% (também depois de uma quebra em 2016, de 24,6%), e Espanha, com +12,4%.

Por montantes totais de gastos em euros, depois de China, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e França os maiores emissores são a Austrália, com 30,1 mil milhões de euros, Canadá, com 28,3 mil milhões, Rússia, que subiu três lugares, com 27,5 mil milhões, Coreia, com 27,1 mil milhões, e Itália, com 24 mil milhões.

Seguem-se, já fora do Top10, Hong Kong, com 22,6 mil milhões de euros, Singapura, com 21,7 mil milhões, Espanha, que subiu um lugar, com 19,6 milhões, Bélgica, com 18,3 mil milhões, Holanda, que também subiu um lugar, com 17,3 mil milhões, Brasil, que subiu oito lugares, com 16,8 mil milhões, Índia, que subiu quatro lugares, com 16,3 mil milhões, Japão, que caiu três lugares, com 16,1 mil milhões, Taiwan, com 15,9 mil milhões, e Emirados Árabes Unidos, que caiu três lugares, com 15,6 mil milhões.

A fechar o Top25 mundial segundo a OMT estiveram em 2017 a Arábia Saudita, que caiu três lugares, com 15,3 mil milhões de euros, a Suíça, que baixou dois lugares, com 15,1 mil milhões, a Suécia, com 15,1 mil milhões, a Noruega, que baixou dois lugares, com 14,3 mil milhões, e o Kuwait, com 11,1 mil milhões.

A China, líder mundial, em Portugal foi o 18º maior emissor em gastos turísticos, com 129,58 milhões de euros, os Estados Unidos, nº 2 mundial foi 6º, com 812,8 milhões, a Alemanha, nº 3 mundial foi 4º, com 1.731,8 milhões, o Reino Unido, 4º mundial, foi 1º, com 2.591,39 milhões, e França, 5º mundial, foi 2º, com 2.482,85 milhões.

A Austrália, 6º mundial, foi 23º, com 69,84 milhões de euros, o Canadá, 7º mundial, foi 13º, com 274,4 milhões de euros, a Rússia, 8º mundial, foi 21º, com 104,38 milhões, a Coreia, 9º mundial, foi 35º, com 17,79 milhões, e Itália, 10º mundial, foi 12º, com 337,53 milhões.

Já o Brasil, 16º mundial, foi 7º em Portugal, com 578,83 milhões de euros.

Quanto aos países que mais receitas turísticas encaixam, a OMT indica que os cinco maiores são Estados Unidos, com 206 mil milhões de dólares, Espanha, com 60 mil milhões, Tailândia, com 50 mil milhões, China, com 44 mil milhões, e França, com 42 mil milhões.

Portugal teve no ano passado 15,15 mil milhões de euros de receitas turísticas (cerca de 18,5 mil milhões de dólares).

 

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