Gastos dos portugueses em turismo no estrangeiro mostram ‘deserção’ do Reino Unido e Brasil

22-05-2018 (15h59)

África e Ásia registam fortes crescimentos. Na Europa sobressaem Espanha e França

Os portugueses despenderam mais 70,5 milhões de euros em viagens e turismo no estrangeiro no primeiro trimestre deste ano, ultrapassando os mil milhões, mesmo com quebras acentuadas das despesas no Reino Unido e no Brasil, que tiveram quebras de 30,67 milhões (-25,7%) e de 10,52 milhões (-29,7%), respectivamente, concluiu o PressTUR a partir de dados do Banco de Portugal.

O Brexit, no Reino Unido, e a violência e a crise política, no Brasil, são as causas mais apontadas para explicar essas quebras ‘em contra-ciclo’ tanto com a tendência de aumento dos gastos dos portugueses em turismo no estrangeiro, em 14,2% quando se excluem Reino Unido e Brasil, como mais especificamente na Europa, que teve +12,9% sem Reino Unido, e na América, que teve +16,3% sem Brasil.

Na realidade, porém, incluindo a evolução no Reino Unido e no Brasil, os gastos dos portugueses em turismo no estrangeiro subiram 7,5% ou 70,49 milhões no primeiro trimestre, para 1.013,06 milhões, com +6,9% ou mais 53,11 milhões de euros na Europa, para 822,46 milhões, e +0,8% ou mais 0,85 milhões no continente americano, para 105,88 milhões.

Os dados do banco central português permitiram ao PressTUR concluir que os destinos em África e na Ásia foram os que tiveram os aumentos mais fortes de gastos turísticos dos portugueses, com subidas respectivamente em 35,2% ou 11,4 milhões de euros, para 43,77 milhões, e em 31,1% ou 8,27 milhões, para 34,88 milhões.

O banco central, no entanto, não publica mensalmente os dados relativos a nenhum destinos asiático e de África apenas inclui Angola, que até teve um decréscimo em 17,7% ou 1,34 milhões de euros, para 6,23 milhões, o que não impediu que o conjunto dos PALOP registasse um aumento em 43,1% ou 6,31 milhões, para 20,96 milhões.

De resto, os dados do banco central, que incluem apenas 13 países, mostram que este conjunto somou 842,75 milhões de euros de gastos de turistas portugueses, o que equivale a 83,2% do total do período, embora tendo um aumento em apenas 3,1% ou 25,49 milhões, enquanto outros destinos tiveram um aumento médio em 35,9% ou 45 milhões de euros, somando 170,31 milhões.

A impulsionar o crescimento no grupo dos Top13 estiveram em primeiro lugar os gastos em Espanha, tradicionalmente o primeiro destino, com +11,5% ou mais 29,38 milhões, somando 285,95 milhões, que equivalem a 28,2% do total, e em França, com +16% ou mais 22,23 milhões, para 161,35 milhões (15,9% do total).

Já os gastos na Alemanha tiveram um aumento moderado, em 3,5% ou 2,47 milhões, para 72,72 milhões (7,2% do total).

Em 5º lugar surgiu a Bélgica no trimestre, com 42,96 milhões de euros, com m um aumento em 17,5% ou 6,4 milhões, à frente dos Estados Unidos, que tiveram um decréscimo em 2,9% ou 1,25 milhões, para 42,15 milhões.

Entre os destinos do Top13 que no primeiro trimestre tiveram também aumentos de gastos turísticos dos portugueses contam-se Itália, com +25,3% ou mais 7,28 milhões de euros, para 36,08 milhões, Holanda, com +7,6% ou mais 1,85 milhões, para 26,18 milhões, Luxemburgo, com +2% ou mais 0,45 milhões, para 22,59 milhões, e Suíça, com +2,2% ou mais 0,39 milhões, para 18,52 milhões.

Em queda, por sua vez, estiveram os gastos na Irlanda, com um decréscimo em 7,6% ou 1,18 milhões de euros, para 14,26 milhões.

 

Para ler mais clique:

Páscoa em Março faz ‘disparar’ receitas turísticas portuguesas acima de 20%

Exportações portuguesas de transporte aéreo de passageiros superam 900 milhões de euros no primeiro trimestre

 

Clique para mais notícias: Balança portuguesa das Viagens e Turismo

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