EUA restringem voos para Cuba para cortar receitas do turismo

13-01-2020 (12h07)

Foto: Jordan Sanchez / Unsplash
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Os Estados Unidos restringiram os voos entre o seu território e Cuba, para reduzir as receitas do turismo da ilha, que Havana usa, diz Washington, para apoiar o regime de Nicolas Maduro na Venezuela. Cuba diz que medida viola os direitos humanos.

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Mike Pompeo, disse em comunicado que os voos charter passam a ser autorizados apenas a viajar para a capital de Cuba, Havana, e não para outros aeroportos do país, uma medida já aprovada em 25 de Outubro para voos comerciais.

"Hoje [10 de Janeiro], a meu pedido, o Departamento de Transportes dos EUA suspendeu todos os voos públicos entre os Estados Unidos e destinos cubanos que não o Aeroporto Internacional de Havana até novo aviso", revelou Pompeo, acrescentando que mesmo os voos para Havana serão limitados a "um número apropriado" que não especificou.

"Nove aeroportos cubanos que actualmente recebem voos charter dos EUA serão afectados" pela decisão, anunciou o secretário de Estado, acrescentando que as companhias aéreas têm 60 dias para cessar as operações.

De acordo com Pompeo, esta medida "reduzirá ainda mais a capacidade do regime cubano de beneficiar das receitas do turismo, que usa para financiar a repressão do povo cubano e dar o seu apoio injustificável ao ditador Nicolas Maduro na Venezuela".

Cuba considera que a suspensão dos voos charter dos Estados Unidos viola gravemente os direitos humanos dos cidadãos norte-americanos e dificulta a reunificação familiar entre os cubanos dentro e fora do país.

“É uma grave violação dos direitos humanos, da liberdade de viajar dos norte-americanos e obstaculiza a reunificação familiar”, sublinhou o chefe da diplomacia cubana, Bruno Rodríguez, através do Twitter.

A administração do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que já havia rompido com a política de aproximação do seu antecessor Barack Obama, vem fortalecendo o embargo económico a Cuba, em vigor desde 1962, para forçar Havana a renunciar ao seu apoio ao líder venezuelano.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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